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Marisa Letícia, mulher de Lula, morre aos 66 anos em São Paulo

Foto: Ricardo StuckertPrimeira-dama do Brasil de 2003 a 2010, Marisa Letícia Lula da Silva morreu ontem (3) em São Paulo, aos 66 anos. Mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava internada no Hospital Sírio-Libanês desde o último dia 24 devido a um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O quadro dela já era considerado irreversível desde quarta (1º), mas só apenas uma série de procedimento foi decretada, às 18h57 de ontem, sua morte cerebral. Conforme informou a coluna Mônica Bergamo, Marisa já tinha histórico de pressão alta. Além disso, fumava e não costumava se exercitar no ritmo indicado.

Nascida em São Bernardo) em 7 de abril de 1950, a ex-primeira -dama tinha como marca o temperamento forte. Os amigos mais próximos de Lula diziam que era a “galega”, apelido que ganhou pelos cabelos claros e olhos azuis, quem mandava na casa. Um episódio de 2002 retrata seu estilo. Aconchegou-se ao lado do marido para ouvir o anúncio de que e havia sido eleito presidente. Assistia à narração da trajetória de Lula quando se irritou e decidiu “interromper” o repórter que lembrava que ele havia perdido a eleição para o governo de São Paulo, em 1982. “Ele ganhou, caramba! Como perdeu? Ele não era ninguém.”

Neta de imigrantes italianos, Marisa costumava brincar com os filhos sobre o berço político de Lula, com quem foi casada por quase 43 anos. “Nem seu pai é de São Bernardo. Eu sou daqui”, dizia, aos risos, justificando quem podia reivindicar o posto de operária do ABC.

Marisa nasceu em uma casa de pau-a-pique, com chão de terra batida, em um sítio de São Bernardo. Aos 13 anos, começou a trabalhar em uma fábrica de chocolates, onde embalava bombons. Marisa foi também precoce no casamento. Aos 19, uniu-se com o taxista Marcos Cláudio. Sete meses depois, ainda grávida de seu primeiro filho, ficou viúva. O marido fora assassinado a tiros numa tentativa de assalto.

Em 1973, conheceu Lula, ou “Lu”, como o chamava. Foi até o Sindicato dos Metalúrgicos buscar um carimbo para retirar sua pensão e viu o petista deixar cair, de propósito, sua carteira de sindicalizado, para mostrar que era igualmente viúvo.

Amigos da época contam que o petista, inclusive, demorou a liberar a documentação da jovem, que precisou voltar diversas vezes ao sindicato, estranhando o excesso de burocracia. Menos de um ano depois, estavam casados.

Quando se tornou primeira-dama, petistas acreditavam que ela poderia atuar em projetos sociais do governo, já que foi figura importante na fundação do PT. Nesse quesito, dizem petistas, a “galega” decepcionou. Teve papel bastante apagado, com aparições ao lado de Lula apenas em eventos.

Velório

O velório do corpo vai ocorrer hoje, das 9h às 15 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo (rua João Basso, 231). Em seguida, haverá no Cemitério Jardim da Colina uma cerimônia de cremação reservada à família.

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