Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

Marinho diz que projeto do Museu do Trabalhador não pode ser alterado

Marinho: “(O Orlando Morando) pode dar o nome que quiser ao espaço, mas a finalidade está dada na liberação de recurso. Foto: Arquivo

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), afirmou não acreditar na concretização do plano de seu sucessor, Orlando Morando (PSDB), de transformar o projeto do Museu do Trabalho e do Trabalhador em Fábrica de Cultura, por meio de parceria com o Estado. Segundo o petista, o recurso liberado pelo Ministério da Cultura (MinC) é destinado exclusivamente para a construção do museu e a proposta do tucano representaria desvio de finalidade.

“(Morando) disse grande bobagem lá atrás, a não ser que refaça o convênio com o Ministério da Cultura, porque o recurso é carimbado para museu. Seria uma situação inédita se conseguir”, disse. Orçado em R$ 18 milhões e financiado pelo governo federal, o Museu do Trabalhador está sendo erguido na Praça Samuel Sabatini, no Baeta Neves, com o objetivo de homenagear a classe trabalhadora da região.

Até o primeiro semestre do ano, a esperança de Marinho era de entregar a obra neste mandato, a fim de evitar que o espaço fosse destinado para implementação de projetos diferentes do idealizado. Primeiro do país dedicado ao tema, o museu foi alvo de questionamento da oposição devido ao custo elevado e ao longo período de obras paralisadas.

Além da proposta de transformar o local em Fábrica de Cultura, outra promessa de campanha, desta vez do ex-candidato Alex Manente (PPS), previa destinar o local para implantação de pinacoteca, no piso superior, e de restaurante popular, no andar inferior.

Projeto

A expectativa do petista, porém, foi frustrada pelos atrasos no repasse de recursos por parte do Ministério da Cultura – o que deverá empurrar a conclusão da obra para 2017. Para manter a área destinada ao museu, Marinho chegou a enviar, no mês passado, projeto à Câmara pedindo a oficialização do projeto. Apesar de elaborar a proposta dois dias após o resultado do primeiro turno, o prefeito sustentou que a matéria é obrigatória e já estava prevista para ser encaminhada ao Legislativo.

“(Orlando) pode dar o nome que quiser ao espaço, mas a finalidade está dada na liberação de recurso. Se eu não faço o projeto para o museu, nenhum centavo desse recurso viria para cidade, porque o recurso é destinado a museu”, reiterou Marinho.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*