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Marcos Michels quer que aulas presenciais continuem suspensas no segundo semestre

Marcos Michels quer que aulas presenciais continuem suspensas no segundo semestre
Marcos Michels: “2º semestre serviria como preparação para 2021”. Foto: Divulgação

Os vereadores de Diadema aprovaram na última semana requerimento de Marcos Michels (PSB) solicitando a manutenção das aulas virtuais dos estudantes do município até o final do ano, já que, segundo o parlamentar, a retomada da forma presencial, programada pelo governo estadual para 8 de setembro, aumentaria a possibilidade de propagação da covid-19, sobrecarregando ao sistema de saúde.

Segundo Marcos Michels, o segundo semestre deste ano serviria como preparação para 2021, com a implementação de medidas necessárias para garantir a segurança no retorno da comunidade escolar.
“A previsão de retomada gradual das atividades educacionais está designada para começar em 8 de setembro, salvo novas alterações do nível de contágio, sem que haja o mínimo preparo das unidades escolares, e a correta preparação dos profissionais da educação para lidar com todos os riscos decorrentes da inevitável ressocialização”, justificou o vereador.
Marcos Michels destacou, também, que o retorno das aulas aumentará o número de pessoas nas ruas. Apenas as redes públicas de ensino municipal e estadual somam 105 mil alunos. “Temos a educação infantil, os ensinos fundamental e médio, além das universidades, cursinhos e escolas particulares. Se formos colocar os professores são mais 6 mil profissionais que vão se deslocar. Estou falando em um dia normal. Claro, que vai diminuir porque o retorno começará gradualmente, mas estamos falando de 130 mil a 150 mil pessoas, todos os dias, que vão começar a voltar ao normal”, afirmou.
O vereador citou experiências similares de retomada das aulas em países como Itália, França, Portugal e Espanha, as quais demonstraram que o retorno sem o devido preparo levou à nova onda de contágio e retrocesso no processo de flexibilização da quarentena.
“Esses países contam com estrutura nas unidades educacionais muito mais adequadas para o ensino, com proporção aluno-educador de três a quatro vezes superior à realidade da rede de educação de nosso município.”
Marcos Michels destacou, ainda, que as unidades de educação infantil têm de contar com profissionais de enfermagem para atender os alunos, na faixa de zero a 5 anos, para monitoramento permanente das condições de saúde das crianças e dos profissionais.
“Todas as medidas e ade­quações que são imprescin­díveis de serem realizadas no sistema da rede municipal de educação, no âmbito das unidades escolares, demandam tempo para implementação segura, o que impõe a necessária extensão da suspensão das aulas durante o segundo semestre de 2020.”
ADIAMENTO
Na última sexta-feira (24), em entrevista à GloboNews, o coordenador executivo do Centro de Contingência do combate ao coronavírus em São Paulo , João Gabbardo , afirmou que a retomada das aulas pode ser concretizada em 8 de setembro.
O governador João Doria (PSDB) afirmou na última semana que a data estava mantida. Porém, segundo Gabbardo, critérios como ga­rantir 35% de ocupação das unidades de ensino e ter todos os municípios na fase amarela do Plano São Paulo por ao menos 28 dias, podem não ser cumpridos.
Em coletiva realizada na sexta-feira, o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, disse  que possivelmente a volta às aulas em São Paulo não vai ocorrer em 8 de setembro. “Definimos que, para que houvesse início gra­dual das aulas em 8 de setembro, algumas regras deveriam estar muito seguras. Dentre as quais que as 17 regiões de saúde estivessem na fase ama­rela por 28 dias. Temos áreas ainda em vermelho, outras em laranja e outras, em amarelo. Então, muito possivelmente, essa expectativa não ocorrerá”, destacou.

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