Diadema, Política-ABC, Sua região

Marcos Michels procura espaço para aumento do funcionalismo

Michels defende corte de gastos, como revisão de contratos. Foto: Eberly LaurindoO presidente da Câmara de Diadema, Marcos Michels (PSB), já começa a analisar planilhas e estudos financeiros para garantir algum aumento ao funcionalismo do Legislativo, cuja database, assim como dos funcionários públicos, é em março. Em 2016, devido à crise financeira, foi concedido apenas 3% de aumento, diante de uma inflação de 10% medida no período de 12 meses. “Queremos ao menos garantir a inflação deste ano. Não sabemos se será possível repor a diferença do ano passado”, afirmou o parlamentar.

Para que seja possível garantir o aumento, contratos diversos estão sendo revistos, bem como está em discussão mudanças nos vencimentos dos assessores. “Precisamos cortar, ou vamos extrapolar o limite de 70% de gastos com folha de pagamento. A comissão que discute o aumento, que conta com representantes dos funcionários e dos vereadores, está sendo reformulada e logo vamos começar as discussões”, explicou. Atualmente, a Câmara gasta 68% do orçamento com pessoal.

Michels defende que funcionários que já estão aposentados sejam desligados do quadro, como uma das medidas de austeridade. “Precisamos mexer pontualmente para garantir uma coisa que vai ser para todos. Lembrando que o aumento também é expandido aos vereadores, então, não é um impacto pequeno”, destacou.

Entre os contratos que estão sendo revistos, está o de manutenção dos veículos do Legislativo e também os planos de saúde, que hoje são dois. “O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) já questionou a existência de dois planos, um direto pela Câmara e outro pelo sindicato, como é com os demais funcionários públicos. Minha ideia é que sejam unificados, para podermos ficar com o mais barato e cortar custos”, detalhou, sem citar valores.

Cadeiras

O aumento de cadeiras, assunto recorrente no Legislativo foi descartado pelo presidente Marcos Michels (PSB). Pela Constituição, a cidade poderia contar com 23 vereadores, mas tem 21. “Não temos estrutura física para mais vereadores. E também existe o impacto financeiro. Não é um assunto que vou pautar”, garantiu.
Michels pretende, no entanto, analisar a possibilidade de pagamento de um terço de férias e 13º aos parlamentares, após recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que os pagamentos são constitucionais (veja matéria sobre o assunto no link: http://migre.me/w63oR).

O Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema), que também responde pelo funcionalismo do Legislativo, já sinalizou que deve apresentar até o final de março a proposta, que à princípio, parte da reposição da inflação no período, ainda não calculada. Na esfera do Executivo, o prefeito Lauro Michels (PV) já sinalizou que pretende garantir ao menos a reposição da inflação.

Aumento de subsídio para os vereadores, segundo o chefe do Legislativo, está descartado. Em 2015, os parlamentares aprovaram aumento de 49% para a atual legislatura, índice que cobria a defasagem em relação ao salário dos deputados estaduais – que servem de parâmetro para os vencimentos dos vereadores -, mas a alteração foi revogada após ampla repercussão negativa na sociedade.

“A gente sabe que é um direito do vereador, mas naquele momento, foram infelizes. Talvez, se tivessem colocado um projeto com 15% de aumento, pode ser, não estou dizendo que ia passar, mas as vezes as pessoas veriam com outros olhos, não seria esse impacto tão grande”, pontuou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*