Diadema, Política-ABC, Sua região

Marcos Michels afirma que ‘ninguém é contra o hospital’ e cobra mais diálogo com o Executivo

Marcos Michels: ‘ninguém é contra o hospital’
Marcos Michels: “aprovação do projeto não garante financiamento”. Foto: Arquivo

O presidente da Câmara de Diadema, Marcos Michels (PSB), afirmou que nenhum dos vereadores é contra a construção de um novo hospital na cidade, mas cobrou mais diálogo entre o Executivo e o Legislativo para destravar a pauta. No último sábado (28), o Diário Regional publicou matéria relatando as dificuldades que o governo tem para aprovar projetos, entre eles o que autoriza empréstimo de R$ 125 milhões para construção do novo equipamento, parado no Legislativo desde dezembro de 2017. “Ninguém é contra um hospital. Quem não quer um hospital novo?”, questionou.

Na data em que a reportagem foi publicada, Marcos Michels postou em seu perfil em uma rede social o projeto que foi enviado à Câmara e prevê autorização para o empréstimo. Na sua postagem, o parlamentar escreveu que o texto, apresentado em duas folhas, não deixa claro como a dívida será paga, nem como será custeado o equipamento após a conclusão. “Fiz os questionamentos, umas ponderações, mas, ninguém é contra um hospital”, justificou. “O vereador é cobrado e aí parece que somos os ruins. Que não estamos nem aí. Não estamos pensando na população e isso não é verdade”, completou.

O parlamentar argumentou que é de conhecimento de todos a necessidade de novo equipamento para substituir o Hospital Municipal, mas lembrou sobre a escassez de recursos na cidade. “Já percebemos que o município está no seu limite e temos de concentrar forças, vereadores e a prefeitura, para trazer recurso de fora”, argumentou.

“Temos prédios que poderiam de alguma forma ser mais bem organizados”, completou. Em março, Michels pediu ao governador Márcio França (PSB) a instalação de um Ambulatório Médico de Especialidades (AME) no Quarteirão da Saúde.

Garantia

Marcos Michels argumentou também que a aprovação do projeto na Câmara não garante a obtenção do empréstimo junto à Caixa Econômica Federal (CEF). “Não é ‘vamos construir um hospital e está resolvido’ Não é isso. Precisa explicar. O governo precisa de uma autorização, que é um dos primeiros pré-requisitos para que possa fazer (o empréstimo)”, explicou. “Agora, se vai ter, é outro processo. Ainda que seja aprovado na Câmara, o empréstimo não está garantido”, completou.

Em fevereiro deste ano, após reunião na Câmara para apresentar o projeto do hospital, o secretário de Assuntos Jurídicos, Fernando Moreira Machado, declarou que o trâmite para obtenção do financiamento ainda estava em fase preliminar. “Debatemos o projeto, o que é requisito para a pré-aprovação. Previamente ao financiamento a administração precisa da autorização do Legislativo para efetuar o empréstimo. É uma fase de estudos de viabilidade do novo hospital e uma das fases é essa”, informou à época. “Pode ser que mais na frente consigamos um repasse da União ou uma verba do Estado e não necessariamente seja necessário realizar essa operação”, completou.

A Mesa Diretora da Câmara vai debater a possibilidade de realizar audiência pública e convocar o prefeito Lauro Michels (PV) para explicar de forma mais detalhada o projeto e os trâmites. A sugestão foi dada na tribuna pelo vereador Josemundo Dário Queiroz, o Josa (PT), na sessão de ontem (3).

“Temos de fazer um requerimento, colocar em votação. Porém, vejo que está faltando um pouco mais de diálogo e isso não vai levar nem a Câmara nem a prefeitura a lugar nenhum”, concluiu o presidente do Legislativo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*