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Marcos Michels: ‘acordo na política o vento leva’

O vereador de Diadema Marcos Michels, em entrevista ao Diário Regional, afirmou que o PSB tem candidatura majoritária e que seu nome está consolidado como pré-candidato ao Executivo da cidade. O parlamentar destacou, ainda, que as últimas eleições ficaram no passado e está tudo superado, ao ser questionado sobre a possibilidade de abrir mão de concorrer ao Paço em nome de um projeto maior.

Em 2018 Marcos Michels desistiu de sua candidatura a deputado estadual para apoiar o projeto do então vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos), visando ao apoio do prefeito Lauro Michels (PV) à sua candidatura ao Paço este ano. Entretanto, Lauro sinalizou apoio à chapa encabeçada pelo presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa (DEM), tendo como vice a ex-secretária de Habitação Regina Gonçalves (PV).

“Como falaram hoje para mim, acordo na política o vento leva. Qualquer acordo na política vale para aquele momento. Não existe acordo para o futuro, porque existe um monte de regras, além de pesquisas. Não adianta você ficar batendo o pé, brigando que quer ser (o candidato). Na política tudo muda”, pontuou.

Segundo Marcos Michels, sua pré-candidatura conta com apoio da executiva do partido, bem como do ex gover­nador de São Paulo Márcio França (PSB), que vai concorrer à Prefeitura da Capital, e do deputado federal Alex Manente (Cidadania). “O apoio do Cidadania está sendo construído na base do diálogo. Não está sendo ‘enfiado goela abaixo’ dos vereadores. Alguns tendem para o Pretinho, mas o Alex acredita no meu projeto”, pontuou.

O pré-candidato afirmou que a previsão é de chegar aos 30 mil votos. Porém, destacou que o momento é de articulação, principalmente em relação a eventual segundo turno. Reforçou que o partido segue em conversas internas e com os demais partidos que colocaram pré-candidatura. “O governo parece estar decidido (apoio à chapa Pretinho – Regina Gonçalves) e o PT também (José de Filippi é pré-candidato ao Executivo). Estamos conversando com os demais partidos. Vamos ver quem terá humildade para abrir mão e entender qual o melhor projeto para a cidade.”

 EXPERIÊNCIA

Marcos Michels destacou que sua experiência com secretário de Educação e de Go­verno é um diferencial em eventual governo. “Acredito que enquanto secretário contribui para a cidade e, como prefeito, posso contribuir ainda mais. Participei mais efetivamente no primeiro mandato do Lauro, de 2013 a 2016. Além da Educação acumulei a pasta de Governo. Então, participei de muitas ações que levam tempo para acontecer, que começaram lá trás. Por exem­plo, eu estava nas reuniões do LED (Programa “É Claro que Fica”), participei das discussões sobre a mudança da Saned (Sabesp assumiu os serviços de água e esgoto em 2014).”

Marcos Michels afirmou que a forte participação de ex-integrantes do governo Lauro Michels (PV) nas eleições majoritárias é decorrente da falta de habilidade em agregar. “Ho­je tem, no mínimo, três pré-candidaturas, além da minha, que eram do governo, a Denise (Ventrici/PRTB), o Geziel Duarte (Republicanos) e o David Gonçalves (PSC). São pessoas que estavam na prefeitura e saiu desse grupo vencedor de 2012. Pergunto: isso é o que? É falta de habilidade do governo em chamar quem está descontente para conversar e chegar a um consenso.

DESAFIOS

Segundo Marcos Michels, o próximo prefeito terá um grande desafio na área da saúde, principalmente quanto ao novo hospital. “Havia três opções (de local) para o novo hospital, mas todas acabaram paralisadas porque dependem de muita burocracia. Outro exemplo, o Quarteirão da Saúde. Quando o PT fez o projeto achou que os governos federal e estadual iam enviar muito recurso, mas não foi o que aconteceu. Então, isso tudo vai cair no colo do próximo prefeito, que precisará ir negociar com o presidente da República e com o governador”, destacou.

“Quem ganhar as eleições terá de abrir diálogo com todos. Não adianta ficar culpando (os antecessores). Vai ter de colocar na mesa com todos os setores e chamar para trabalhar junto. Quem se colocar como salvador da pátria não vai levar a prefeitura. A população não acredita mais. Você tem de ter conhecimento da cidade, propostas concretas e conversar muito com todos”, complementou.

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