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Marcos Michels: ‘a PPP da iluminação já poderia ser executada’

Marcos Michels: “hoje poderíamos saber quem é a empresa, que já estaria realizando algum trabalho”. Foto: ArquivoO presidente da Câmara de Diadema, Marcos Michels (PSB), avalia que o impasse entre as bancadas de situação e oposição acabou atrapalhando o município. O governo passou os seis primeiros meses com minoria entre os parlamentares e teve projetos que eram vistos como importantes pela administração rejeitados, além de só ter conseguido aprovar o refinanciamento de débitos (Refis) e a parceria público-privada que vai revitalizar a iluminação pública na última sessão antes do recesso.

“Hoje poderíamos saber quem é a empresa, que já estaria realizando algum trabalho na cidade. Mas não. Perdemos praticamente seis meses nesse processo que é tão importante. Quantas cidades não queriam ter uma PPP como a que vamos realizar?”, questionou. O parlamentar também citou o Refis como um projeto que deveria ter sido aprovado antes. “Se tivesse sido em janeiro, já tinha recurso disso entrando nos cofres”, completou.

O impasse que levou o governo a iniciar a segunda legislatura com minoria entre os vereadores – os cinco parlamentares do DEM e do PPS, que apoiaram a reeleição de Lauro Michels (PV), romperam com a administração ainda em dezembro do ano passado – foi gerado na ida ao segundo turno, destacou Michels. “Quem vem apoiar o prefeito em um segundo turno tem um peso dois. Está tirando voto dos adversários. Então, acaba ganhando espaço”, justificou.

Sabor de derrota

O presidente da Casa citou também que ter ido ao segundo turno foi considerado uma derrota. “Ganhamos a eleição, mas perdemos o primeiro turno. Então, tem um saborzinho de derrota, não adianta falar que não. Se todos tivessem se dedicado para ganhar no primeiro turno, não dá para nomear, mas se todos tivessem se dedicado, pronto, as coisas estariam mais fáceis, menos desgastes, mas não aconteceu”, destacou.

Para o socialista, o segundo semestre deve ser mais tranquilo, agora que os partidos DEM e PPS já recompuseram o apoio ao governo. “Atrapalhou bastante o andamento dos projetos essa situação. Porém, no fim, conseguimos aprovar o Refis, com os termos formulados juntos com os vereadores e o governo. Isso faz parte do jogo da política, mas também temos que mostrar para a população quem está realmente focado em ajudar a cidade”, concluiu.

A expectativa é que o governo envie no segundo semestre projeto de reforma administrativa, mas ainda não há data definida.

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