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Marcelo Oliveira: melhorias demonstram que estamos tirando a cidade do abandono

Estamos trabalhando cada vez mais para que a nossa cidade seja moderna, inclusiva e humanizada, com a participação da nossa população. Foto: PMM
Estamos trabalhando cada vez mais para que a nossa cidade seja moderna, inclusiva e humanizada, com a participação da nossa população. Foto: PMM

Prefeito de Mauá afirmou que está preparando vários projetos para levar no início do ano a Brasília: “são sonhos da nossa população”

O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), está em seu primeiro mandato e assumiu a prefeitura em meio à pandemia de covid-19 e após uma administração cheia de entraves do ex-prefeito Atila Jacomussi. Oliveira assumiu o Paço com dívida em curto prazo de R$ 165 milhões e consolidada de R$ 1,4 bilhão. Em entrevista ao Diário Regional, o prefeito fez um ba­lanço dos primeiros anos de mandato, falou sobre investimentos e sobre o que espera do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O sr. está em seu primeiro mandato como prefeito. Qual balanço faz destes quase dois anos?

Quando assumimos, tínhamos dois grandes desafios: a reconstrução da cidade e o enfrentamento da pandemia da covid, que veio na sua onda mais grave. Ao mesmo tempo que trabalhamos na reestruturação da máquina pública, era necessário de maneira emergencial, ampliar a quantidade de leitos hospitalares. E conseguimos, o que representou um aumento de 253%, em relação à capacidade que já existia, foram números nunca vistos na história da cidade.

Realizamos todas as ações possíveis e ima­gináveis para ofertar vacina para a população. Abrimos postos para aplicação de imunizantes aos finais de semana em mercados, tenda no centro da cidade, estação de trem, carro da vacina percorrendo bairros e promovemos o Arraiá da Vacinação, onde foram vacinas quase 10.500 pessoas em 12 horas no estacionamento do paço municipal. Hoje já ultrapassamos a marca de mais de 1 milhão e 100 mil doses aplicadas.

As sementes do bom trabalho realizado ao longo de 2021, começaram a germinar. No final do ano passado, iniciamos algo inédito na história da cidade, quando conseguimos a instalação de um mamógrafo no Hospital Nardini. E, já neste ano de 2022, conseguimos zerar a fila para mamografias em Mauá. Hoje, quando a mulher vai à UBS passar com o médico e ele indicar a necessidade do exame, já sai com a data marcada.

Outros resultados estão surgindo, por exemplo, a nossa maior capacidade de organização para elaborar projetos e investir na cidade. Por isso lançamos o programa “Mais Por Mauá”, onde vamos aplicar R$ 500 milhões em obras, ações sociais e serviços, que já começaram, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos mauaenses.

Como estão as finanças do município, já que recebeu a prefeitura com dívida em curto prazo de R$ 165 milhões e consolidada de R$ 1,4 bilhão?

Quando assumimos, realmente a situação era muito precária. O antigo governo deixou de pagar vários contratos, uma dívida de curto prazo no valor de R$ 165 milhões, um exemplo foi a Fundação ABC, que em dezembro de 2020 não empenhou o pagamento e nem pagou o valor devido e ficou para a nossa gestão pagar. Em janeiro de 2021 pagamos R$ 30 milhões, pois era metade que ficou de um mês e a outra metade referente ao primeiro mês de nosso mandato.

Assim que assumimos montamos uma equipe com pessoas de perfil técnico com grande experiência. Em seguida, nós reduzimos em os valores dos contratos e criamos um comitê emergencial para analisar as dívidas de curto prazo e negociar esses valores com as empresas. Isso fez com que saíssemos da nota C -, no Capag (registro emitido pelo Tesouro Nacional), para a nota B, o que significa a melhora da nossa capacidade de pagamento.

Esse bom desempenho das contas públicas começa a gerar possibilidade de abrirmos novas frentes para a obtenção de recursos para investimentos e resgate da credibilidade da cidade.

O sr. apresentou um pacote de obras de R$ 500 mi­lhões. Quais ações o projeto contempla?

Algumas obras já estamos iniciando, como a reconstrução da UBS São João, a reforma e instalação de gramado sintético nos campos do Jardim Itapeva e o Distrital José Pires de Arruda, na Vila Assis Brasil. Devemos começar nos próximos dias, as intervenções na UBS Jardim Santista e, no início de 2023, a reforma e ampliação da UBS do Parque São Vicente e a revitalização do espaço que hoje abriga o CRS (Centro de Referência de Saúde), da Vila Vitória. Outra importante intervenção, para o começo do próximo ano, é a construção da escola na Vila Nova Mauá, que estamos assinando a ordem de serviço na próxima semana.

A informatização será um marco em nossa cidade, iniciamos na UBS Zaíra I, Macuco, Magini, Kennedy e Carlina. Temos o compromisso de levar para todas as 23 UBSs, as 4 UPAs e também para o Hospital Nardini, para assim, garantir mais comodidade, humanização e qualidade no atendimento à população.

Mauá foi preterida em investimentos para a Saúde pelo governo do Estado, assim como Diadema. Qual o impacto para o setor? Acredita que esse cenário pode me­lhorar com Lula presidente e Tarcísio governador?

Nós sempre procuramos ter um bom diálogo com o Go­verno Estadual e Governo Federal, mesmo as gestões não sendo do mesmo partido que o nosso. Acredito em governos republicanos e democráticos.

O bem-estar da população precisa estar acima dessas discussões. Por isso sempre levamos pleitos para atender a população, como na área da Saúde, Educação, auxílio em obras de infraestrutura, como pavimentação e recapeamento de ruas, habitacionais e regularização fundiária. Algumas demandas foram atendidas, outras não, e vamos continuar trabalhando junto com a população pela nossa cidade.

Em relação ao Governo Federal, que novamente terá a lide­rança do presidente Lula, a expectativa é a melhor possível. Precisamos ver o país voltar à normalidade.

Acreditamos muito que o novo governo vai transformar para melhor a vida dos brasileiros. No que se refere a Mauá, temos vários projetos que estão a passos lentos junto ao Governo Federal, por exemplo aqueles para a recuperação de encostas e proteção às áreas de risco, projetos habitacionais. Nossa esperança é conseguirmos o mais rápido possível destravar o andamento dessas ações. Também estamos preparando vários projetos para levarmos no início do ano para Brasília, são sonhos da nossa população.

Quais são as metas para o próximo ano?

Nosso objetivo é, com certeza, continuar trabalhando muito para transformar a vida das pessoas. Tive uma pequena prova do quanto nossa atuação pode mudar o sentimento. Esses dias estive na Estrada do Regalado, no Jardim Taquarussu, onde concluímos a obra de colocação dos bloquetes da via. Presenciei a comunidade pintando, com as cores do Brasil, onde já tem o novo piso, para torcerem na Copa do Mundo. É um exemplo emocionante, mas deixa claro que essas melhorias e mudanças demonstram que estamos tirando a cidade do abandono e a certeza do nosso caminho a ser seguido.

Estamos trabalhando cada vez mais para que a nossa cidade seja moderna, inclusiva e humanizada, com a participação da nossa população.

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