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Maratonista brasileiro Paulo Paula não recebe recursos do Bolsa Atleta há mais de um ano

Paula treina, sem apoio técnico ou acompanhamento da Confederação Brasileira de Atletismo. Foto: Reprodução

Com duas Olimpíadas (2012 e 2016) no currículo, o maratonista brasileiro Paulo Roberto de Almeida Paula treina forte para garantir vaga nos jogos de Tóquio, em 2020. Paula treina, sem apoio técnico ou acompanhamento da Confederação Brasileira de Atletismo. Paulo conta com Bolsa Atleta. Porém, segundo maratonista, não recebe nada há um ano e meio. “Como posso fazer minha preparação assim?”, desabafou durante entrevista concedida à Betway Esportes, plataforma de apostas esportivas online.

Desde 2011, o maratonista de 39 anos passa mais tempo em Portugal do que no Brasil, mais precisamente em Moita, onde é figura conhecida, pois corre quase todos os dias em uma pista púbica, na beira do Tejo. “Aqui, ganho ajuda de custo do meu clube, o Run Tejo. Me dão as viagens, alimentação, massagista, nutricionista, exames médicos. Enfim, tudo o que eu não tenho no meu país”, afirmou.

Durante o bate-papo com o time da Betway, Paulo comemorou o índice conquistado para o Mundial do Catar, que será realizado em outubro. O objetivo agora é chegar entre os dez primeiros, garantindo um lugar nas Olimpíadas de Tóquio.

Para disputar o Mundial, maratonista abriu mão do Pan-Americano do Peru, em julho: “Para ser grande, preciso disputar com os grandes. Lógico que para a Confederação Brasileira de Atletismo, seria melhor uma medalha Pan-americana. Porém, como não me dão condições para viver de atletismo no Brasil, eu tenho de pensar em mim”, diz.

Paulo Paula tira o seu sustento do atletismo. A única tristeza é ter de fazer isso longe do país onde nasceu. “Hoje, corro por mim mesmo. Lógico que vou correr com a camisa do Brasil, mas se não tenho nenhuma ajuda do meu país, por que vou me sacrificar por ele?”, questionou.

TRAJETÓRIA

Paulo Roberto de Almeida Paula, natural de Pacaembu, interior de São Paulo, iniciou no atletismo em Irapuru-SP, aos 16 anos. Segundo o atleta, ele e o irmão, Luis Fernando, eram crianças e um dia ouviram barulho de fogos de artificio e foram verificar do que se tratava.  Era a corrida em comemoração do aniversário da cidade. Ambos foram chamados para entrar na prova de 15 km, entre o município de Irapuru e Flora Rica.  Correndo descalços, os irmãos venceram a prova. Segundo Paula, a façanha custou uma semana sem ir para a escola devido os machucados nos pés.
Depois dessa corrida, os irmãos começaram a participar de corridas na região. Ambos correram juntos até 2015 e hoje, além de técnico, Luis Fernando cuida da parte de patrocínios e da escolha de provas.

Paula se especializou nos 42.195 metros em 2011.  Foi em sua primeira maratona, em Amsterdã, em 2011, que o brasileiro fez seu primeiro índice para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, com  tempo de 2:13:33. Depois, em 2012, correu mais duas maratonas: Barcelona, com tempo de 2:11:51, e Pádova, em 2:10:23, que é seu recorde pessoal.

O maratonista conta com resultados importantes em sua carreira, como a oitava posição na maratona dos Jogos Olímpicos de Londres e o sétimo lugar no Mundial de Atletismo de Moscou, em 2013.

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