Copa do Brasil, Esportes

Mantuan vira talismã de Vítor Pereira, e Corinthians festeja ótima fase de meninos

Mantuan vira talismã de Vítor Pereira e Corinthians festeja ótima fase de meninos
Mantuan comemora seu gol, o que abriu a goleada corintiana na Neo Química Arena. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O técnico Vítor Pereira não se cansa de dizer que o Corinthians necessita demais de seus meninos para somar pontos e vitórias na temporada. Um deles caiu nas graças do português: Mantuan. Quebrando o galho na lateral-direita ou aparecendo na frente como atacante, sua posição original, o jovem de 21 anos virou peça vital no time. Cada vez mais elogiados, os jovens estão em alta no elenco.

“A torcida inflama a gente”, afirmou Mantuan, que tem jogado com frequência no Corinthians, apesar do rodízio de Vítor Pereira. Nesta quarta-feira (22), o jogador abriu o caminho para a goleada e mostrou maturidade ao pedir ao elenco para evitar o “já ganhou” na Copa do Brasil.

“Estou feliz pelo placar bom, mas devemos manter os pés no chão. Agora é pensar no sábado, outro jogo importante (novamente contra o Santos, agora pelo Brasileirão)”, disse. “Sabemos que o resultado foi muito bom, que há o rodízio e que todo mundo está preparado. Quem entra tem dado conta.”

O Corinthians não pode tirar o Santos da cabeça por causa do jogo do Brasileirão, mas tenta deixar a Copa do Brasil de lado. “Faltam três semanas ainda (para o segundo jogo), mas acredito que sim (está perto da vaga), pelo desempenho, resultado. Continuamos criando após os gols, e a equipe não sofreu como em outros jogos. Mérito do grupo, que está em evolução”, enfatizou. “Controlamos bem o jogo e seguimos atacando, que é o que mister pede. Temos de manter assim em casa e manter o ritmo fora, pois sabemos da qualidade do elenco.”

No segundo tempo, houve um princípio de confusão após drible de Adson em Ângelo. Vítor Pereira caminhou até Fabián Bustos para pedir desculpas. O meia levou um “puxão de orelha”, assim como Mantuan, após chapéu em um santista. O treinador cobrou respeito e o atacante garantiu que não foi desprezo.

“Não sou de fazer graça, todos me conhecem. Foi um recurso, um improviso. Até os próprios jogadores do Santos sabem. O mister (treinador) veio falar comigo e eu disse que não foi de sacanagem. A gente respeita quem está do outro lado”, argumentou.

Giuliano, Fagner e o treinador rasgaram elogios ao crescimento da molecada. Além de Mantuan, Piton sempre entra bem na esquerda, Raul Gustavo se redimiu do pênalti infantil cometido contra o Atlético-PR, Du Queiroz se firmou como primeiro volante e Adson também aparece cada vez mais.

“Ele (Pereira) sempre passa confiança em quem entra, e os mais velhos estão ajudando a gente, sempre. Mérito do mister por dar confiança. O Robert (zagueiro que substituiu João Victor durante o jogo) entrou e nem sentiu o jogo, é moleque de seleção. Matheus (Araújo, meio-campista) também tem qualidade”, elogiou Mantuan, sobre os novos “miúdos” utilizados no clássico.

“Depois que perdemos o Jô, deixamos de ter referência (no ataque) e fomos à procura de um melhor esquema na frente. O que quero de Mantuan, Adson, Róger Guedes e Willian é rotatividade. Pedi para cumprirem função. Dou liberdade, mas tem de ser com organização”, explicou Vítor Pereira, satisfeito com o setor ofensivo com mescla de jovens e experientes.

Cada dia mais feliz com seus “miúdos”, Vítor Pereira terminou o jogo na Neo Química Arena com nove jogadores da base entre os 11 titulares. O treinador garante que não tem medo de botar os meninos para jogar, ainda mais com a resposta que obtém quando descansa os mais experientes. Gil, Fábio Santos e Renato Augusto não atuaram nesta quarta-feira.

Print Friendly, PDF & Email

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*