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Manifestações em defesa de direitos marcam Dia Internacional da Mulher

Manifestações em defesa de direitos marcam Dia Internacional da Mulher
Mulheres protestaram contra violência e em defesa da democracia na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Manifestantes promoveram atos em Brasília e em São Paulo para marcar o Dia Internacional da Mulher e em defesa de direitos. Apesar da chuva forte, milhares de mulheres que foram à Esplanada dos Ministérios protestar pela igualdade de gênero, pela democracia e por direitos sociais, políticos e reprodutivos. Após concentração no pátio do Museu Nacional da República, seguiram em passeata até a Alameda dos Estados, em frente ao Congresso.

A organização do ato Mulheres Unificadas do DF e Entorno estima que cerca de 5 mil pessoas, maioria mulheres, participou do ato, organizado por mais de 60 entidades ligadas à luta feminina. Em nome da Marcha Mundial das Mulheres, uma das organizadoras do protesto, Thaísa Magalhães comemorou que pelo segundo ano seguido conseguiram unificar “todos os movimentos de mulheres feministas e de esquerda” para defender as pautas do movimento feminista não só no dia 8 de março, mas o ano inteiro.

Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista. A mobilização começou às 16h na Praça Oswaldo Cruz e foi encerrada com uma batucada de mulheres em frente ao escritório da Presidência da República, na mesma avenida, às 20h30. No ato, grupos protestaram em defesa da democracia e contra a violência de gênero e as reformas da Previdência e trabalhista.

A estudante Rafaela Carvalho, integrante do Movimento Olga Benário, disse que que o ato tinha como objetivo alertar para a necessidade de melhoria “da vida das mulheres, sobretudo, as mais pobres”.

“Lutamos contra problemas como a falta de creche. Se a mulher não tem onde deixar os filhos, não tem como trabalhar e, com isso, muitas vezes tem que se sujeitar à uma situação de violência. Enfrentamos também muitos casos de meninas mais jovens que precisam lidar com o assédio, que começa com o fiufiu. A gente tenta, com o nosso trabalho, alcançar essas mulheres”, ressaltou Rafaela.

Da aldeia Guarani, localizada no pico do Jaraguá, a indígena Sônia Ará participou do ato e destacou os desafios de desconstrução do machismo nas comunidades tradicionais. “Hoje, a mulher tem empoderamento de sair e falar de sua comunidade”, relatou. Ela conta que a aldeia que faz parte conta com uma organização de mulheres e que isso foi mudando a posição feminina. “Deixei marido e filho em casa. Disse: ‘Estou indo pra marcha’. E a gente conquistou essa liberdade. Fazemos parte da vida dos homens, mas não são nossos donos”, afirmou.

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