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Major Olimpio diz que Doria ‘pode tirar o cavalo da chuva’ sobre aliança em SP

Nos EUA, Doria defende chapa Bruno-Joice e fala em fusão com o DEM
Major Olimpio é contrário a uma eventual aliança entre o PSL e o PSDB nas eleições municipais de 2020. Foto: Arquivo

Rival do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o senador Major Olimpio (PSL-SP) foi ao Twitter manifestar-se contrário a uma eventual aliança entre seu partido e o PSDB nas eleições municipais de 2020.

“Pode tirar o cavalo da chuva! Doria quer o PSL como vice para poder atrair o partido para sua base, mas nós não esquecemos que Doria traiu e enganou Bolsonaro, jamais perdoaremos isso”, tuitou o senador.

A publicação de Major Olimpio é uma resposta ao tucano, que falou nesta segunda-feira, 25, na possibilidade de uma chapa à Prefeitura de São Paulo composta pelo atual prefeito, Bruno Covas (PSDB) e a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP).

O governador  defendeu publicamente uma aliança entr Bruno Covas e Joice Hasselmann  na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2020. “Por que não (uma chapa unificada)? O Bruno é o candidato do PSDB e será reeleito. A Joice é uma deputada brilhante”, disse Doria em São Francisco, nos Estados Unidos.

Na semana passada, Covas recebeu apoio explícito de Doria para a candidatura à reeleição, ao retomar a rotina na Prefeitura após internação para tratar um câncer na região do estômago. Na ocasião, o governador já havia falado de Joice.

“É uma pessoa de grande valor. Quanto mais perto ela estiver do Bruno mais feliz eu serei”, disse Doria, que participou de uma entrevista coletiva ao lado do prefeito. Essa foi, para o grupo de Covas, a senha da estratégia do governador, que tem como principal objetivo derrotar o bolsonarismo em 2020 para evitar que o presidente Jair Bolsonaro construa uma base consistente na capital paulista.

Para Doria, que é apontado no PSDB como pré-candidato à Presidência em 2022, o “centro” precisa se aglutinar já nas eleições municipais do ano que vem. “Em 2020 vão se estabelecer claramente dois campos, que farão um grande confronto: a extrema esquerda e a extrema direita. As eleições municipais se anteciparão ao que serão as eleições gerais de 2022. Isso traz de forma de muito clara o campo do centro democrático, que são aqueles que, como eu, defendem o diálogo e a serenidade.”

Com a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão, ganhou força no PSDB a discussão sobre a possibilidade de uma fusão com o DEM e/ou o PSL, que rompeu com Bolsonaro.

Uma das principais lideranças do PSDB, Doria promove nos bastidores uma aproximação da legenda com o PSL, que também avalia uma possível fusão com o DEM. “Esse debate (sobre fusão partidária) pode voltar. Vejo isso com naturalidade. Não somos refratários ou contrários a isso. Havendo a possibilidade é algo a se dialogar e a se pensar”, disse Doria em conversa com jornalistas no fim de semana ma cidade norte-americana, onde realizou um tour em busca de investimentos na área de tecnologia para o Estado de São Paulo.

O tucano acredita que a saída de Lula da prisão vai aglutinar a esquerda em torno do petista. “Os movimentos de esquerda estavam desaglutinados desde a prisão dele. Lula terá um papel expressivo nas eleições municipais de 2020”, afirmou Doria.

 

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