Economia, Notícias

Mais otimista, mercado reduz projeção de queda do PIB pela 7ª semana seguida

Mais otimista, mercado reduz projeção de queda do PIB pela 7ª semana seguida
BC divulga boletim semanal com projeções para os principais indicadores econômicos. Foto: Arquivo

Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de redução de 5,62% para queda de 5,52%. Essa foi a sétima semana seguida de melhora do indicador.

A projeção faz parte do boletim Focus, publicação di­vulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção do mercado para os principais indicadores eco­nô­micos. Os dados fo­ram levantados na semana pas­sada em pesquisa com mais de 100 ins­tituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa de queda no nível de atividade se deve à pandemia de covid-19, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no cami­nho da recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de retomada da economia brasileira.

As pesquisas mensais do Co­mércio (PMC) e da Indústria (PIM) referentes a junho vie­ram acima da expectativa do mercado financeiro.

Na semana passada, o BC divulgou o resultado do IBC-Br do segundo trimestre deste ano. O indicador, considerado uma “prévia do PIB”, mostrou crescimento de 4,89% em ju­nho ante maio, maior alta mensal da série histórica, iniciada em 2002. O resultado consolidou a percepção de que a queda do segundo trimestre deve ser menor do que a projetada anteriormente.

O Goldman Sach, por exem­plo, revisou sua projeção de retração do PIB brasileiro em 2020 de 7,5% para 5%.

Para 2021, a expectativa do mercado para crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

INFLAÇÃO

Segundo o relatório divulgado ontem pelo BC, os analis­tas do mercado financeiro ele­va­ram a projeção de inflação para 2020 de 1,63% para 1,67%.

A expectativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pú­blica explicando as razões.

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75%, podendo oscilar entre 2,25% e 5,25%.

Os analistas do mercado financeiro também projetaram a manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, no patamar de 2% ao ano até o final de 2020.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*