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Mais duas pandemias: burrice e ignorância

Não bastasse a pandemia de coronavirus que avança no mundo, aqui no Brasil somos obrigados a conviver com outras duas pandemias: a da burrice e da ignorância quase generalizada.

A falta de governo nacional competente e capacitado para dar respostas, para tomar atitudes sérias somadas aos salvadores da Pátria e as pseudas “Polianas” que se espalham pelas terras tupiniquins divagando sobre todos os assuntos tem agravado a situação.

A imagem de probos das Forças Armadas que nem de longe faz alusão à realidade, e a descabida tentativa de sequestrar essa imagem folclórica pelo presidente da República tem gerado uma pandemia de burrice e ignorância pelo país, provocada pelos órfãos da ditadura que seguiam a cartilha verde oliva sem se importar o que realmente acontecia.

Esses órfãos e órfãs se tornaram prostitutos da demo­cracia, mas posam de vestais ao defenderem um governo que nasceu morto ou nem nasceu, porque é um aborto político.

Já que o Brasil inova em diversos segmentos deveria inovar e criar essas cátedras: burrice e ignorância.
Nem o aumento visível a olhos nu tem sensibilizado essa turbamulta.

O interessante é ver esquerdistas que se locupletaram de poderes municipais, verdadeiros camaleões virarem bolsonaristas convictos e Pollyanas degeneradas.

Aos que pedem intervenção militar, ditadura ou outros sortilégios deveriam estudar história e verificar que o movimento golpista de 1964 teve sim a participação de civis, muitos, o qual tão logo se deu por vencedor, afastou todos os civis. Porém, isso é outra história.

Bolsonaro protege os filhos (natural de um pai), mas não às custas de sangrar a Nação.

Joga para o seu populacho quando fala em ditadura e em “meu Exército”. Primeiro que o Exército não é dele, e da Nação. Segundo que sua imagem nas Forças Armadas está mais corroída que o real pela inflação, e sequer sabe a diferença entre lockdown e estado de sítio. Entretanto, a turba­multa de seguidores apopléticos aplaude sem pensar.

Falou que não faria o toma lá da cá, mas para evitar um possível e provável impeachment aliou-se ao Centrão, que agrega nomes como Valdemar da Costa Neto, Ciro Nogueira, Roberto Jefferson e outros.

Essas atitudes do inquilino temporário do Palácio do Planalto mostram que seu governo é uma quimera pela composição heterogênea e com objetivos obtusos e difusos.

O Brasil precisa de menos opiniões e mais ações, mas já se sabe que de Brasília elas não virão.

Donizetti de Souza é jornalista

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