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Mais de 35% dos pacientes da Unidade de pronto Atendimento Bangu não são de Santo André

Mais de 35% dos pacientes da UPA Bangu não são de S.André
Equipamento foi inaugurado em 22 de abril e tem atendido 500 pessoas por dia. Foto: Ricardo Trida/PSA

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bangu, em Santo André, foi reinaugurada em 22 de abril e tem atendido, em média, 500 pacientes por dia. Desse total, 38% são pessoas que não moram em Santo André. São, principalmente, mo­radores de Mauá e da zona leste de São Paulo. Os dados foram obtidos graças à informatização do atendimento, que será expandida gradualmente para todas as unidades de saúde da rede.

“A UPA Bangu tem sido um ótimo exemplo que a gente está criando agora um diagnóstico perfeito de onde vêm as pessoas, para termos uma rede de verdade”, afirmou o prefeito Paulo Serra (PSDB), durante vistoria nas obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) Novo Oratório.
“Como agora temos o endereço, o cadastro e o mapa, estamos trabalhando em cima disso”, explicou o prefeito, ao destacar que por ser uma unidade de atendimento de emergência, é natural que a UPA atraia moradores de outras cidades. Porém, o prefeito ressaltou a necessidade de pensar em uma rede integrada na região para atendimento à saúde.

“Temos falado muito da CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) para o ABC, com sede no Consórcio, visando todas as cidades. Isso seria um ganho”, pontuou. A Central de Regulação é um sistema online que funciona 24 horas por dia e busca vagas disponíveis em várias unidades hospitalares, na região de origem do paciente e em todo o Estado.

“A regionalização representa ganho principalmente para a população, porque não deixa de ter atendimento. São Bernardo e Santo André são as cidades que têm mais estrutura de saúde, mais equipamentos, e seria importante cada município se especializar em uma área diferente, porque dessa forma não repete atendimento e os munícipes podem ser direcionados para outras cidades, se for o caso”, afirmou.

Obras

Santo André conta hoje com dez unidades de Saúde em obras. As intervenções, que incluem melhorias estruturais, ampliação dos equipamentos, informatização da rede e, em alguns casos, troca de local de imóvel alugado para próprio, fazem parte do programa Qualisaúde, lançado em julho de 2017, a um custo total estimado em R$ 4 milhões.

“Hoje, das sete que estão sendo modernizadas, seis estão em obras. Semana que vem retomamos (a UBS) Humaitá, que é a última que falta”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

Na unidade em que a reportagem do Diário Regional acompanhou a vistoria das obras, um prédio construído há mais de 40 anos, haverá a ampliação de mais uma sala (totalizando quatro salas médicas) e inclusão de atendimento de ginecologia, além de odontologia e clínico geral. “Em cada UBS vamos ter um tipo de atendimento de especialista, de acordo com a demanda de cada região”, explicou o tucano. As obras da unidade estão estimadas em R$ 423 mil.

A informatização da rede será feita em todas as unidades que estão passando por obras e estará concluída quando os equipamentos forem reinaugurados. Em unidades que não estão passando por reformas e/ou modernização, a rede também será informatizada e a previsão é que até o final do ano de 20% a 30% de todos os equipamentos já estejam com os prontuários eletrônicos sendo utilizados.

“Quando falamos que o Qualisaúde não é só um programa de obras é nesse sentido. Essa informatização é fundamental”, ressaltou o prefeito. À medida que as unidades forem sendo informatizadas haverá a comunicação entre os equipamentos. “A consequência dessa integração é a pessoa chegar daqui a um, dois anos em uma UBS ou UPA, com um cartão ou com o número do SUS (Sistema Único de Saúde) e ter todo seu histórico”, pontuou. A previsão é que todas as unidades em obras sejam entregues até o final do ano.

2 Comentários

  1. Como não há um atendimento prioritário a idosos , ridículo esse atendimento prestado no local !

  2. Falta priorizar o atendimento a idosos , chega a ser ridiculo o total descaso aos idosos.

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