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Mais da metade dos americanos estão pessimistas sobre a capacidade de Trump

Apenas 47%  afirmam que Trump usará força militar com sabedoria. Foto: Arquivo

Faltando poucos dias para Donald Trump assumir a presidência dos Estados Unidos, no dia 20, mais da metade dos americanos estão pessimistas sobre a capacidade do novo líder de lidar com uma crise internacional, usar a força militar com sabedoria ou evitar grandes escândalos em sua administração, de acordo com nova pesquisa.

De acordo com a pesquisa da Gallup, companhia especializada em sondagens, numa comparação com Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, pelo menos sete em cada dez americanos estavam confiantes nessas áreas antes de eles assumirem o cargo.

No caso de Trump, apenas 46% os entrevistados estão confiantes de que ele possa lidar com uma crise internacional, 47% acreditam que ele usará a força militar com sabedoria, enquanto 44% acham que ele pode evitar grandes escândalos em seu governo.

No entanto, os americanos expressam um pouco mais de confiança em Trump para trabalhar eficazmente com o Congresso (60%), lidar efetivamente com a economia (59%), defender os interesses dos EUA no exterior (55%) e administrar bem o Poder Executivo (53%), disse Jeffrey M. Jones, analista de pesquisas da Gallup. Porém, mesmo nessas áreas, os americanos estão muito menos confiantes em Trump do que em seus antecessores, quando comparados, disse Jones.

Os resultados são baseados em uma pesquisa realizada entre 7 e 11 de dezembro, por meio de entrevistas telefônicas, com uma amostra aleatória de 1.028 adultos, com 18 anos ou mais, residentes em todos os 50 estados dos EUA e no Distrito de Columbia.

Os resultados da pesquisa são consistentes com os estudos anteriores da Gallup, mostrando que Trump teve uma classificação favorável muito mais baixa do que os presidentes eleitos anteriormente e um índice de aprovação muito menor para a forma como ele lidou com sua transição presidencial.

Cancelamento

A montadora norte-americana Ford cancelou a construção de uma fábrica de US$ 1,6 bilhão no México e decidiu investir US$ 700 milhões na ampliação de sua planta em Flat Rock, nos arredores de Detroit, no norte dos Estados Unidos, região que vem sofrendo nos últimos anos por conta da fuga da indústria automobilística para outros países. A fábrica mexicana ficaria em San Luis Potosí, no centro da nação latina.

O anúncio foi feito poucas horas depois de Donald Trump ter ameaçado aumentar os impostos sobre os carros produzidos pela GM no México. Segundo a emissora “Fox News”, o CEO da Ford, Mark Fields, disse que as políticas prometidas pelo republicano foram cruciais para a decisão da montadora.

“Acreditamos que reformas fiscais e regulatórias são necessárias para impulsionar a competitividade dos EUA”, afirmou o executivo, que teve sua declaração publicada por Trump no Twitter. Por outro lado, a rede NBC alega ter ouvido de fontes da empresa que o presidente eleito não teve nada a ver com a mudança de planos na companhia.

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