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Maioria das cidades começa aulas sem entregar uniformes ou material

Em Diadema, estudantes já estão recebendo uniformes novos. Foto: Eberly LaurindoApós o final da primeira semana de aula das escolas municipais do ABC, a maioria das cidades não entregou uniforme e material escolar para os alunos. Com problemas em licitações, nenhuma cidade conseguiu fornecer os dois benefícios para os estudantes das redes, apesar de muitos prefeitos – apenas os de Diadema e Rio Grande da Serra foram reeleitos – terem prometido as entregas durante as campanhas.

Santo André iniciou a entrega dos kits de material escolar no primeiro dia de aula (6). A ação foi o ponto de partida para o processo de entrega de 33.029 kits de material escolar, sendo 31.029 para os alunos do ensino infantil (acima de três anos) e da educação fundamental e 2 mil para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O material foi adquirido no ano passado, mas não havia sido entregue pela administração anterior. A previsão é que os uniformes, que não eram fornecidos desde 2015, sejam entregues a partir do final de fevereiro.

São Bernardo não entregou nem uniformes nem kits de material. A administração informou que o governo passado não deixou atas de preços ou processos licitatórios prontos, e que tem tentado agilizar o trâmite burocrático para atender – ainda sem data prevista – aos cerca de 85 mil alunos da rede. São Caetano também ainda não concluiu o processo licitatório para aquisição dos kits de uniformes e materiais, que serão adquiridos por meio de pregão eletrônico. A rede conta com 20 mil alunos.

Diadema

Em Diadema, o prefeito Lauro Michels (PV) começou a entrega de uniformes – que ainda não chegou a todas as escolas da rede – no último dia 7 e em março deve entregar outro kit com agasalhos, camisetas, tênis e meias, já que em 2016 o uniforme não foi entregue. A cidade conta com cerca de 32 mil alunos na rede. Sobre o material escolar, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que o processo de licitação não está concluído. “Assim que finalizado, informações como investimento, quantidade de alunos beneficiados e quantidade de fornecedores serão disponibilizadas”, diz a nota.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) mandou suspender o certame em Diadema após uma empresa questionar a administração por suposta orientação no edital, uma vez que alguns produtos tinham marcas específicas solicitadas, como canetas Bic e guaches Acrilex. As assessorias de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam.

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