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Maia diz que Parlamento avalia ajuda de R$ 500 para informais

Maia diz que Parlamento avalia ajuda de R$ 500 para informais
Maia disse que é necessário garantir renda e previsibilidade aos informais. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou nesta quinta-feira (26) que o Congresso avalia aprovar ajuda a informais na ordem de R$ 500. Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou na quarta-feira, esse é o valor defendido pelos deputados. O valor seria mais que o dobro do que havia sido anunciado inicialmente pela equipe econômica. O governo, porém, deu sinal verde para valor menor, de R$ 300.

A criação do auxílio emergencial para trabalhadores informais e a antecipação de parte do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoas com deficiência que ainda aguardam resposta na fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram incluídos em um projeto de lei já em tramitação na Câmara, para agilizar a concessão do socorro às famílias mais vulneráveis.

“O que está sendo construído é um valor ordem de R$ 500, é o que o Parlamento está trabalhando. Sabemos que, nesse projeto de lei, organiza-se a questão do BPC apenas para este ano, até porque para 2021 já tem lei, com veto derrubado que tem um impacto de R$ 20 bilhões”, disse Maia. “Nossa opinião é que vai gerar impacto de R$ 10 bilhões ou 12 bilhões a mais, mas é pouco em relação ao que o Brasil precisa investir, garantir à sociedade. É muito pouco”, completou.

Maia disse que é necessário garantir renda e previsibilidade aos informais também para que seja possível, no futuro, planejar um isolamento vertical. “A questão do vulnerável é muito importante. Até porque esses que estão na informalidade certamente, de alguma forma, têm maior risco. Vivem em residência com maior número de pessoas, com mais dificuldade de isolamento”, afirmou.

Maia também voltou a estimar que serão necessários R$ 400 bilhões para enfrentar a crise no país provocada pelo novo coronavírus.

Para Rodrigo Maia, cabe ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liderar esse processo, por exemplo, convocando reunião com todos os poderes para que, em conjunto, possam encontrar soluções. De acordo com Maia, o momento agora é deixar as divergências de lado para dar segurança aos brasileiros neste momento de crise sanitária. Caso contrário, na avaliação do presidente da Câmara, as pessoas vão sair do isolamento, aumentar as contaminações, colapsar o sistema de saúde e criar uma “tempestade perfeita” para crise se aprofundar.

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