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Lula pede eleição interna; PT teme debandada de esquerda

Falcão e Lula participaram da reunião do diretório nacional do PT. Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

O ex-presidente Lula fez ontem (10) novo apelo por um acordo para eleição interna do PT. O gesto encerrou tensa reunião sobre o formato de votação do comando partidário, marcada até por ameaça velada de desfiliações partidárias. Representante da esquerda na Executiva, Carlos Henrique Árabe lançou afirmou que “haverá consequências” caso não exista um debate sobre o modelo de votação.

Hoje no comando do PT, a corrente CNB (Construindo o Novo Brasil) entendeu a declaração como ameaça de debandada. A CNB quer que a eleição ocorra em votação direta dos filiados nos municípios para montagem do colégio que elegerá o presidente da sigla. Já as tendências mais à esquerda defendem a realização de congressos, com a decisão cabendo a delegados.

Após intervenção de Lula, presente na reunião, a CNB concordou que a escolha do presidente do PT ocorra em congresso. Questionado sobre as ameaças, o deputado Reginaldo Lopes (MG) disse que houve “de tudo” na reunião.

O tesoureiro do partido, Marcio Macedo, entendeu o recado e reagiu, dizendo que não temia ameaças e estava disposto a assumir as consequências.

O secretário-geral da sigla, Romênio Pereira, disse que alguns parlamentares usam o impasse para justificar a saída do PT. “Sabe a música do Tim Maia: ‘me dê motivo’?”

Também ontem, intelectuais, artistas, lideranças de movimentos sociais e sindicalistas lançaram, em São Paulo, a campanha “Por um Brasil Justo pra Todos e pra Lula”. Também foi distribuído um panfleto em defesa de Lula, réu na Operação Lava Jato, e críticas ao juiz Sergio Moro. A iniciativa quer dar início a um amplo movimento pelo país e no exterior contra o que considera perseguições na Justiça ao petista.

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