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Lula enfrenta protesto pelo 3º dia e diz ser alvo de ódio

Enfrentando protestos pelo terceiro dia consecutivo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, nesta quarta-feira (21), que seus opositores ponham a mão na consciência e comparem as conquistas dos governos petistas com as de seus antecessores e do governo Temer. “Vão mandar para nós pedido de desculpas por tanta grosseria e tanta falta de respeito”, discursou.

No auditório do Instituto Federal Farroupilha, campus São Vicente do Sul (RS), Lula disse que Deus há de iluminar as pessoas que carregam ódio no coração. “Não pensem que fico nervoso com essa gente gritando, não. Preconceito sempre existiu. Mas o que essa gente tem não é preconceito. É ódio”, disse.

Lula listou os casos de preconceito sofrido ao longo de sua trajetória, entre eles o analfabetismo. “Já comi o pão que o diabo amassou. Não estou disposto a levar desaforo para casa”, declarou.

Cercado por estudantes, Lula respondeu aos que o acusam de antecipação de campanha, lembrando que São Vicente do Sul tem 8 mil habitantes. “Aqui tem mais gado que gente e gado não vota”, destacou.

Lula afirmou que, com a caravana, pretende conhecer o país que espera voltar a governar e alertar os brasileiros para perdas sociais em curso: “Com meu curso de torneiro mecânico, eu tinha mais chance de empregos que vocês”.

Manifestantes

O ex-presidente foi recepcionado por manifestantes às portas do Instituto Federal Farroupilha. Além dos ruralistas que estacionaram diante do portão, alunos da instituição também se prepararam para protestar dentro do campus.

Mais uma vez Lula atribuiu as manifestações à política social adotada durante seu governo. “Não se enganem com aqueles que, de dia, vestem verde e amarelo e, à noite, vão fazer compras em Miami, em vez de ir ao supermercado de Santa Maria.”

Organizador do protesto da manhã desta quarta, o produtor rural Fábio Marchezan dos Santos, de 43 anos, disse que o dinheiro foi liberado no governo Lula, mas o projeto é de seu antecessor (FHC). Explicou que o ato foi planejado por um grupo de produtores rurais também patrocinados por comerciantes locais.

Sustentado por um guindaste, um boneco gigante de Lula inflável (pixuleco) foi colocado à frente do instituto.

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