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Lula cobra empenho do PT contra Alckmin

Lula fala para deputados, prefeitos e lideranças do Diretório Estadual do PT de São Paulo. Foto: Ricardo StuckertO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou, nesta segunda-feira (3), da timidez do PT de São Paulo na oposição ao governo do tucano Geraldo Alckmin e na defesa do partido.

Reunido com as bancadas do partido em São Paulo, Lula afirmou que os petistas têm aliviado a administração Alckmin e gastado muita energia nas críticas à gestão do prefeito João Doria, também do PSDB.

Segundo participantes da reunião, Lula ponderou que, nos primeiros seis meses de mandato, os governantes são bem avaliados. Após fazer uma enquete com os prefeitos presentes ao encontro, o o ex-presidente disse que Doria é um exemplo dos administradores que gozam de grande popularidade no início da gestão.
Porém, que Alckmin tem sido poupado. Por isso, seu governo deve ser dissecado.

Na reunião, Lula debitou o resultado negativo do partido nas eleições de 2016 na conta dos petistas que se deixaram intimidar no ano passado e não foram às ruas em defesa da sigla. Ele repetiu que não se deve ter vergonha de defender o partido.

“Na dúvida e no aperto, a rua é o melhor caminho”, disse o ex-presidente, segundo participantes.
Lula fez um histórico da trajetória do partido no Estado. Lembrou que o PT conta com 30% dos votos em São Paulo e disse que é preciso romper essa barreira para chegar ao Bandeirantes.

Ele recomendou que os petistas ocupem as rádios do interior de São Paulo, assim como ele, que dá duas entrevistas por semana para emissoras do interior do Brasil.

Ainda segundo petistas, Lula disse que o partido deve investir nas classes menos favorecidas -hoje, na sua opinião, saudosas de seu governo. Ele afirmou que, para o brasileiro, o importante é ter três refeições à mesa por dia e o PT trabalha por isso.

Candidato

Postulante ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente estadual do PT, Luiz Marinho, causou frisson no partido ao afirmar, nesta segunda-feira (3), que o candidato petista ao governo de São Paulo será definido ainda este ano.

Em uma reunião que contou com a presença de Lula, Marinho citou apenas os nomes do vereador Eduardo Suplicy e do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como potenciais candidatos, seja ao governo ou ao Senado.

Os participantes da reunião encararam como brincadeira o fato de Marinho ter se excluído.

Segundo petistas, Suplicy sonha com uma volta ao Senado, e Haddad, com a hipótese de ser um plano b, caso Lula seja impedido de concorrer à Presidência.

Os militantes do PT já lançaram enquetes nas redes sociais para escolha de um dos dois para a disputa pelo governo.

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