Esportes, Libertadores

Lucas Lima recupera espaço no Palmeiras

Lucas Lima recupera espaço no Palmeiras
Lucas Lima teve contra o Boca Juniors sua melhor atuação com a camisa do Palmeiras. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras é obrigado a correr mais riscos, amanhã (31), contra o Boca Juniors, no confronto de volta da semifinal da Copa Libertadores.

Derrotado por 2 a 0, na última quarta-feira, em Buenos Aires, o Palmeiras tem de devolver o placar, agora no Allianz Parque, para levar a decisão aos pênaltis, ou ga­nhar por, no mínimo, três gols de diferença. Caso contrário, dará adeus ao bicampeonato do torneio sul-americano.

A falta de apetite ofensivo no primeiro jogo pode levar o técnico Luiz Felipe Scolari a escalar um meio-campo com mais técnica do que força. Isso é uma oportunidade para o meia Lucas Lima, o preferido de boa parte da torcida, mostrar que pode chamar a responsabilidade.

Um indicativo da possível mudança é o fato de Moisés, que vem sendo o articulador na Libertadores, não ter jogado bem na Bombonera.

Após o empate com o Flamengo, por 1 a 1, no último sábado, pelo Brasileiro, o próprio Felipão admitiu a queda de rendimento do camisa 10, mas atribuiu a baixa ao desgaste físico.

É mais um ponto a favor de Lucas Lima. Suspenso, o camisa 20 não participou da partida no Maracanã. Além disso, como tem atuado mais nos duelos pelo Brasileirão, o jogador não está sentindo os efeitos da maratona.

Foi contra o Boca Juniors uma das melhores atuações do meia pelo Palmeiras desde sua chegada, no início deste ano. Além de cumprir bem a distribuição ofensiva, o articu­lador marcou o gol que selou a vitória por 2 a 0, pela fase de grupos, na casa do rival.

A chegada de Felipão também propiciou a melhora de rendimento do atleta. Titular na equipe que disputa o Nacional, o meio-campista anotou cinco dos seus sete gols com a camisa palmeirense após a saída do técnico Roger Machado.

MUDANÇA

O Boca deve fazer apenas uma mudança em relação à equipe que bateu o Palmeiras por 2 a 0, na Bombonera. Villa pode entrar no lugar de Zárate. Autor dos dois gols da vitória do Boca Juniors sobre o Palmeiras, Benedetto deve seguir no banco.

 

Brasileiros levam vantagem sobre argentinos, mas rivais se saem melhor nas finais

Protagonistas das semifinais da Copa Libertadores, Brasil e Argentina escrevem mais um capítulo de rivalidade histórica no campeonato, com predomínio brasileiro.

Desde a primeira edição do torneio, em 1960, equipes dos dois países se enfrentaram 244 vezes, com 91 vitórias do Brasil contra 85 do rival.

Porém, são os times do país vizinho que levam vantagem em finais. Em 14 decisões do troféu, os argentinos têm nove títulos da competição.

Os brasileiros venceram os dois confrontos mais recentes em finais. Em 2012, o Corinthians foi campeão contra o Boca Juniors. O Grêmio ganhou do Lanús no ano passado.

O maior campeão da Li­bertadores é um argentino, o Independiente, com sete taças. O Boca Juniors pode igualar a marca se ficar com o título neste ano, mas antes precisa passar pelo Palmeiras.

O Grêmio eliminou os argentinos Estudiantes e Atlético Tucuman, nas oitavas e quartas. O River Plate enfrentou um brasileiro antes do Grêmio: o Flamengo, com dois empates na fase de grupos.

 

 

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