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Lideranças partidárias de Diadema divergem sobre reforma da Previdência

Lideranças partidárias de Diadema  divergem sobre reforma da Previdência
Lacerda: “cobrar grandes devedores”; Mano: “mal necessário”; Cicinho: “reduzir a idade mínima”; Companheiro Sérgio: “melhorar o texto“. Fotos: Arquivo

Os líderes dos sete partidos que compõem a Câmara de Diadema, PV, PSB, PRB, PT, Cidadania, DEM e PR, estão divididos quando o assunto é reforma da Previdência. O projeto de autoria do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) já passou pela comissão de Cons­tituição e Justiça da Câmara Federal e agora tramita na Casa sem consenso entre os parlamentares federais.

No Legislativo de Diadema a maioria é favorável que haja reforma, mas divergem em relação à forma que está sendo proposto o texto atual.
É o caso do líder do PT na Casa, Ronaldo Lacerda. Para o vereador, a reforma ideal é a que incida sobre as grandes fortunas e cobre a dívida dos grandes devedores da Previdência. “Se fizer isso, não vai atingir os 83% da população, que é a classe trabalhadora”, explicou.

Lacerda disse reconhecer que o Brasil precisa não só da reforma da Previdência, como também da tributária, mas é contra a proposta que está sendo discutida atualmente no Congresso, porque entende que o maior prejudicado será o trabalhador que ganha até dois salários mínimos e os beneficiários da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).

“Quem recebe com base na LOAS terá os rendimentos cortados quase pela metade em alguns casos, ou seja, aposentados por idade e pessoas de baixa renda ficarão ainda mais pobres”, ressaltou.

Já para o líder do PSB, Sérgio Mano, a reforma da Previdência é um mal necessário, “porque está cada vez mais pesado para quem ainda está produzindo”. “Não nascem mais crianças na quantidade que nasciam há 10 ou 15 anos. Nossos jovens e pessoas de meia idade não têm oferta de emprego. Aumenta a cada dia o número de aposentados, bem como os deficientes, pensionistas e afastados”, enfatizou.

O líder do PSB afirmou que acha injusto o aumento do tempo para aposentar. No entanto, segundo o parlamentar, o Brasil precisa se tornar atraente e competitivo, a fim de que aumente a oferta de emprego no país. “A população carcerária é enorme, assim também a po­pulação de rua. O vandalismo é crescente. O destrato com o bem publico parece não ter fim”, acrescentou.

De acordo com Sérgio Mano, o Brasil está no cami­nho certo, mexendo não só na reforma da Previdência, mas também na política e nos programas sociais. “O brasileiro está orientado, atuante na fiscalização e participando ativamente. Sempre presente nas principais polemicas em todo o território nacional”, pontuou.

Já o líder do Bloco PRB/PR, vereador Cícero Antônio da Silva, o Cicinho, é contra ao atual 86/96 e contra também ao mínimo 65 anos. “Somos contra. Se pudesse fazer emenda, reduziria a idade mínima porque muitos não chegam a 60 anos”, disse.

“Analisando friamente, a reforma é necessária, mas o que está quebrando o país são os salários dos militares, dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário)”, enfatizou. Para Cicinho, se gasta muito e não tem revisão. “Militar é pior ain­da que é vitalício”, afirmou.

O líder do Bloco DEM/Cidadania, vereador Sérgio Ramos da Silva, o Compa­nheiro Sérgio, concordou com Cicinho. Para o vereador, uma reforma justa é a que não prejudique a classe pobre, mas atinja os militares, os grandes salários no Judiciário, no Legislativo e no Executivo. “Tem de melhorar o texto. Tem de ajustar para beneficiar, de fato, a classe trabalhadora”, ressaltou.

TRAMITAÇÃO

Para ser aprovada na Câmara Federal, a proposta da reforma precisa ter, em ambos os turnos, 3/5 dos votos dos deputados federais (308), em votação nominal. No Senado, o texto será analisado ape­nas pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Plenário (não há comissão especial). A proposta também precisa ser aprovada em dois turnos pelos senadores. Para a aprovação, são necessários 3/5 dos votos (49) em cada turno.

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