Histórias da gente

Leonardo Ivamoto: “a campanha pela vereança me mostrou a realidade da cidade. Me fez sair da bolha”

Ivamoto: “o motivo principal de eu entrar na política foi essa ausência de representantes jovens tanto em Diadema, como em nível estadual, e nacionalmente falando". Foto: Divulgação
Ivamoto: “o motivo principal de eu entrar na política foi essa ausência de representantes jovens tanto em Diadema, como em nível estadual, e nacionalmente falando”. Foto: Divulgação

Trajetória política de Ivamoto começou com viagem ao México, onde teve a oportunidade de conhecer diversas autoridades, inclusive, o presidente, Andrés Manuel López Obrador

O diademense Leonardo Ivamoto foi pré-candidato a vereador pelo DEM nas eleições de 2020. Com apenas 18 anos à época, o jovem afirma que sua candidatura à vereança veio ao encontro dos anseios da população por renovação e novas opções na política.

“O motivo principal de eu entrar na política foi essa ausência de representantes jovens tanto em Diadema, como em nível estadual, e nacionalmente falando”, destaca.

A trajetória política de Ivamoto começou com viagem ao México, juntamente com uma organização internacional, onde teve a oportunidade de conversar com diversas autoridades políticas.

“Tive a oportunidade de falar, inclusive, com o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador. Consegui contato com figuras políticas do México que têm um grande apreço pelo Brasil. Tive a oportunidade de representar nosso país lá fora. De construir paradigmas e mostrar para o México e também aos Estados Unidos, na minha passagem por lá com amigos, que o Brasil é muito mais do que falam”, afirma.

Ao voltar para o Brasil, Ivamoto recebeu convite de Revelino Teixeira, o Pretinho do Água Santa, à época prefeiturável pelo DEM, para se candidatar a vereador pelo partido. “Tive uma votação bem considerável apesar da pouca idade. Tinha 18 anos, a idade mínima para concorrer. Concorri sem fundo eleitoral, sem empresários e figuras políticas importantes por trás de uma campanha simples, humilde, mas que agradou muitas pessoas.”

Da campanha, o jovem político afirma que aprendeu a conhecer e encarar as problemáticas da cidade. “Nesse período andei estudando muito sobre Diadema. Se fosse classificar isso de zero a 10, hoje entendo nove vezes mais do que entendia antes da eleição, sobre o município onde eu vivo e que me deu oportunidade”, ressalta.

Para Ivamoto, as problemáticas da cidade são dinâmicas, pois as demandas populares mudam a todo momento. “Essa campanha pela vereança me mostrou a realidade da cidade. Me mostrou que embora Diadema esteja em um centro econômico estratégico no estado de São Paulo, existe muita pobreza. Existem pessoas muito humildes, que necessitam do estado brasileiro e isso me abriu muito os olhos. Sai da zona de conforto, da bolha do lar e entendi que existem pessoas com necessidades diferentes das nossas”, diz.

MÉXICO

A viagem ao México mudou a visão política do diademense. Ivamoto afirma que era muito bipolarizado no sentido de esquerda e direita. “A política é muito mais do que esquerda-direita, do que um posicionamento liberal e estatal. O México me ensinou que embora tenham dois partidos dominantes, existem posições heterogêneas. Aqui no Brasil temos partidos políticos he­terogêneos, com opiniões políticas bipolarizadas.”

Outro diferencial apontado pelo jovem é estrutura descentralizada no sentido político. No México, a Câmara Municipal é um órgão muito menor, mas com eficiência melhor. A população mexicana consegue chegar junto aos políticos, colocar as demandas e buscar melhorias.

JOVEM NA POLÍTICA

Sobre a participação dos jovens na política, Ivamoto destaca que em Diadema houve renovação tímida na Câmara. Afirma, ainda, que que as pessoas estão começando a entender que se querem coisas novas têm de colocar pessoas novas nas Casas de Lei.

“Na cidade temos um vereador jovem eleito, o Lucas Almeida, que vem fazendo um trabalho muito bacana na cidade. Talvez seja um início singelo de uma mudança política no município. Quem sabe as pessoas estejam vendo que nem sempre a experiência política possa valer mais do que força de vontade de fazer mudanças e de fazer um trabalho melhor”, pontua.

Já no cenário nacional, por ser um país com muitas zonas politizadas, não acredita em grandes mudanças em futuro próximo. “A população brasileira não conseguiu enxergar ainda a importância do jovem na política. Somos cidadãos do mesmo jeito. Pagamos impostos do mesmo jeito. Temos as nossas demandas também e nada mais justo do que ter espaço nesse ambiente democrático, se é que podemos chamar assim”, afirma.

PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Ao falar sobre as eleições presidenciais em 2022, Ivamoto afirma que o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) pode surpreender. Cita, ainda, que o cenário eleitoral para o próximo ano está entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Sérgio Moro.

Ivamoto destaca que Bolsonaro não era favorito nas eleições de 2018, mais foi arrumando espaço. Acredita que se Moro conseguir repetir a estratégia bolsonarista, o pleito do ano que vem pode trazer grandes surpresas.
“Tenho certo posicionamento alinhado com Sérgio Moro e ele seria uma boa terceira via entre os extremos. Por ter sido um juiz e um ministro da Justiça talvez tenhamos um presidente justo.”

PLANOS FUTUROS

Ivamoto continua oficialmente no Democratas. Porém, afirmou que recebe convites de filiação por outros partidos, até mesmo visando ao cenário eleitoral de 2022.

O jovem afirma que por conta da pandemia não vem atuando na política, mas que pretende voltar no ano que vem, preparando terreno para as eleições 2024. “Pretendo voltar a atuar com os projetos sociais e ajudar um deputado em âmbito estadual, atuando para trazer emendas parlamentares para a cidade. Mesmo que a gestão petista não seja do meu agrado, acredito que estou contribuindo com a cidade e não com o (prefeitos José de) Filippi. Talvez em 2024 volte a concorrer à vereança ou até mesmo de concorrer com o Filippi”, afirma.

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