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Leitos de UTI Covid-19 no ABC têm menor ocupação em 15 meses

Leitos de UTI Covid-19 no ABC têm menor ocupação em 15 meses
Região tem melhora nos indicadores de ocupação de leitos e casos, mas taxa de contágio registra 24 dias seguidos de alta

A taxa de ocupação dos lei­tos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes de covid-19 no ABC atingiu, no último domingo (22), o patamar mais baixo desde 19 de maio de 2020, quando a Secretaria de Estado da Saúde começou a monitorar esse indicador.

Segundo a plataforma Info Tra­cker, mantida por pesqui­sa­dores do campus São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universida­de Esta­dual Paulista (Unesp), a rede pública da re­gião ti­nha 222 pacientes em es­ta­­do grave, equi­valente à ocu­pa­­ção de 23,7% dos leitos de UTI Covid-19.

A taxa de ocupação das en­fermarias no ABC, por sua vez, era de 16,1% no último domingo, com 221 pacientes internados. Uma semana antes, o indicador estava em 18,5%.

O cenário em nada lembra o do final de março, quando o ABC chegou a ter 93,3% de ocupação dos leitos de UTI e dezenas de mortos na fila de espera, em meio à fase mais grave da segunda onda da crise sanitá­ria (veja gráfico acima).

Para se ter uma ideia, Ribeirão Pires tinha na últi­ma quarta-feira (18) apenas oito pacientes internados, con­sideran­do as redes pública e privada. O hospital de campanha da cida­de foi fechado no dia 31 de ju­lho, devido à baixa ocupação.

Para Antônio Carlos André de Castro, médico responsável pelo atendimento de casos de Covid em Ribeirão Pires, a queda nas internações está diretamente relacionada ao avanço da imunização. “Conforme au­menta o número de vacinados, consequentemente cai o número de doentes, internados e de óbitos”, explicou o médico.

O Consórcio Intermunicipal informou, na última quinta-fei­ra, que os sete municípios concluíram a vacinação de adultos com ao menos uma dose do imu­nizante contra a covid-19, e 40% da população já tem o esquema vacinal completo.

MAIS INDICADORES

A 33ª semana epi­demioló­gica terminou no último sábado (21) com 116 óbitos na região, exatamente o mesmo número de mortes apurado nos sete dias anterio­res, segundo o painel da Funda­ção Sis­tema Estadual de Aná­lise de Dados (Sea­de). A semana foi concluída com mé­­dia mó­­vel de 16,6 mortes diá­rias.

Na mesma comparação, se­gundo a Fundação Seade, o nú­mero de casos caiu 8,2% na 33ª semana epi­demioló­gica, pa­ra 2.270 diagnósticos, com média móvel de 324 por dia. Trata-se do menor patamar desde a 45ª semana de 2020, no início de novembro, quando foram reportados 739 casos.

Apesar da melhora nos in­dicadores de casos, óbitos e internações, o ABC assistiu on­tem, pelo 24º dia seguido, à alta na taxa de contágio, que está em 0,98, ou seja, 100 pessoas transmitem o novo coronavírus para 98.

A taxa de transmissão mede a velocidade de espalhamento de uma doença. Quando esse número é menor ou igual a 1, espe­ra-se queda no número de ca­­sos. Quando é maior que 1, pre­vê-se alta no número de casos.

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