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Lava Jato acusa Lula de corrupção e lavagem por reformas em sítio

Advogado de defesa de Lula diz que acusação “é frívola”. Foto: Ricardo StuckertA força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou mais uma vez o ex-presidente Lula, nesta segunda (22) – desta vez, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no sítio de Atibaia (SP). Além do petista, foram denunciadas outras 12 pessoas, dentre as quais os empresários Emílio e Marcelo Odebrecht; Léo Pinheiro, da OAS; o pecuarista José Carlos Bumlai; e o proprietário do sítio, Fernando Bittar.

Segundo a denúncia, o ex-presidente se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no sítio, que era frequentado pelo petista e seus familiares. As reformas teriam sido pagas por Odebrecht e OAS.
Para a Procuradoria, o sítio, que está em nome de Bittar e do empresário Jonas Suassuna, pertencia, na realidade, a Lula, “proprietário de fato” do local, e foi comprado em seu benefício.

Entre as provas mencionadas, estão e-mails enviados a endereços do Instituto Lula que citam cardápios de almoço no sítio e viagens do petista a Atibaia. Também há orçamentos e notas fiscais de reformas e móveis comprados para o local e objetos de uso pessoal do casal Lula e Marisa encontrados no sítio.

A defesa de Lula afirmou que a acusação é “frívola” e uma “tentativa desesperada de justificar à sociedade a perseguição contra o ex-presidente”. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, a peça “recorre a pedalinhos e outros absurdos” para sustentar a tese de que Lula seria o verdadeiro proprietário do sítio – o que o petista nega.

O defensor de Fernando Bittar, Alberto Toron, disse que a denúncia contra seu cliente lhe pareceu “totalmente fora de qualquer padrão de razoabilidade”. Afirmou, porém, que ainda iria analisar a peça. A defesa de Bumlai disse que não se manifestaria. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais acusados.

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