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Lauro Michels troca comando das pastas de Cultura e Transporte

José Carlos Gonçalves e Paulinho Correria deixaram administração após disputa por espaço. Foto: Eberly LaurindoNão houve acordo entre o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), e os presidentes municipais do PPS e do PEN. Os dois dirigentes, que ocupavam o primeiro escalão da administração, deixaram as pastas de Transporte e Cultura. José Carlos Gonçalves e Paulinho Correria, agora ex-secretários de Transporte e Cultura, respectivamente, tiveram as exonerações publicadas hoje (27).

Na Secretaria de Transportes assume Lázaro de Lima Freire, funcionário de carreira da pasta, que já esteve no comando no ano passado, período em que muitos comissionados tiraram férias para trabalhar na campanha da reeleição de Michels.

O vice-prefeito e chefe de Gabinete, Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (PV), chegou a ser cotado para o cargo, mas a ideia foi logo descartada. Márcio da Farmácia foi secretário de Obras durante o primeiro mandato de Michels. Para a pasta de Cultura foi nomeado Eduardo Minas, que já ocupou cargo de assessor direto do Gabinete do prefeito e foi secretário de Segurança Alimentar. Atualmente, Minas estava lotado na Assessoria de Assuntos Internacionais.

A primeira troca realizada por Michels em seu segundo mandato ocorre após ruidoso processo de desgaste com uma das maiores coligações que apoiaram seu projeto de reeleição: PPS, DEM e PEN. Com cinco vereadores (Pretinho do Água Santa e Salek Aparecido Almeida, ambos do DEM, Audair Leonel, Jeocaz Machado, o Boquinha e Companheiro Sergio, trio do PPS) e a segunda maior bancada, o bloco passou a pressionar o chefe do Executivo por mais espaço no governo assim que terminou a eleição.

O grupo chegou a articular com os partidos da oposição na Câmara – PT, PR e PRB – a candidatura de Pretinho do Água Santa à presidência do Legislativo, contrariando a indicação do prefeito, que tinha como candidato o vereador Marcos Michels (PSB). Após aparente acordo, o socialista foi eleito comandante do Legislativo e o PEN garantiu uma secretaria, mas os pedidos não cessaram.

A saída dos secretários deve sacramentar a perda da maioria governista na Câmara. Está em formação um bloco, pelos corredores chamado de G-12, que reúne mais da metade dos vereadores – os cinco da coligação PPS/DEM/PEN; os petistas Orlando Vitoriano, Josa Queiróz e Ronaldo Lacerda; o trio do PRB Pastor João, Ricardo Yoshio e Cicinho, e Luiz Paulo Salgado (PR). Esse grupo terá capacidade de bloquear qualquer projeto do Executivo.

“Alguma composição terá de ser feita. Logo nas primeiras sessões projetos importantes vão para votação, como Refis (parcelamento de débitos). Sem maioria e sem acordo, esse governo não sai do lugar”, relatou uma fonte. Os secretários, os novos e os exonerados, não foram localizados ou não quiseram comentar.

José Dourado (PSDB), assessor especial de gabinete, destacou que o governo tentou até o fim manter a aliança, mas que a entrega das cartas de demissões pelos dois secretários, no início da semana, sacramentou o racha. “Quem quer estar junto não coloca o cargo à disposição. O governo foi até onde deu”, afirmou.

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