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Lauro Michels: ‘Pretinho foi escolhido a cinco mãos’

Michels: “Estamos em segundo lugar, mas pé no chão". Foto: DR
Michels: “Estamos em segundo lugar, mas pé no chão”. Foto: DR

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), afirmou em entrevista ao Diário Regional que a escolha pelo vereador e presidente da Câmara, Re­velino Almeida, o Pretinho (DEM), como candidato go­vernista se deu “a cinco mãos”, em prol do coletivo.

O prefeito afirmou que, “como todos sabem”, o candidato governista, em princípio, seria o deputado estadual Márcio da Farmácia (Pode­mos), o qual declinou da candidatura por motivos pessoais.

“Quando o Márcio disse que não poderia fazer campanha porque estava com problemas de saúde, todos se sentiram no direito de ser candidato. Então, tive de costurar e achar a melhor solução possível para o coletivo. Ninguém faz nada sozinho. Tenho um grupo político e esse grupo político tem de definir com você em coletivo. Foi uma escolha a cinco mãos. Não foi uma escolha só do Lauro”, pontuou.

Com críticas aos demais candidatos ao Executivo, Michels descartou preocupação com o fato de Pretinho estar em seu primeiro mandato na Câmara. Afirmou, também, que vai ajudar o democrata e qualquer outro candidato que venha a ser prefeito da cidade.

“Na realidade, tudo preocupa. Me preocupa o (ex-prefeito José de) Filippi (PT) voltar para a cidade. Aí vai quebrar a ETCD de novo, vai quebrar a Saned de novo. Vai quebrar a cidade toda de novo. Deixou a cidade ca­pengando e ainda foi demi­tido pelo (Fernando) Haddad (PT) em São Paulo. Destruiu a saúde de São Paulo. Destruiu a de Dia­dema primeiro, falando que montou o Quarteirão da Saúde e deixou um presente de grego para o Mário (Reali/PT), que deixou aquilo mais vazio ainda e começamos a rechear aquilo ali na nossa gestão”, afirmou.
Quanto ao Taka Yamauchi (PSD), Michels afirmou que o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira, o Kiko (PSDB), aparece em desvantagem nas pesquisas porque “a manutenção da cidade está horrível”. “Quem é o secretário de Obras de Ribeirão Pires? É o Taka. Quem é o responsável pelas obras de manutenção da cidade? É o Taka. Então, é essa experiência que o povo de Diadema vai querer? São perguntas que eu faço para o eleitor.”

Em relação aos demais candidatos, afirmou que pagou caro pela ineficiência admi­nistrativa dos secretários de Meio Ambiente e de Segurança Alimentar, que hoje são candidatos contra o governo. “Me atrapalharam e atrapalharam o governo. Mesmo assim consegui fazer, depois que eles saíram, em tempo recorde, o que não fizeram no tempo que ficaram nas pastas”, destacou.

 CORAÇÃO

O prefeito afirmou que tem certeza que o Pretinho vai ouvir a população. “A grande virtude do homem é ouvir para agir. Como ele tem o coração bom, ouvindo e agindo com o coração vai ser uma fórmula boa. O Pretinho, como presidente da Câmara, abriu mão do 13º e devolveu recursos para a prefeitura. Está lá, não precisa disso como emprego.”

Michels destacou, em relação a questões de Preti­nho com a Justiça, que ele errou no passado, mas já pagou e que não vai discriminá-lo. “Ou quebra-se o paradigma de discriminação e preconceito, damos oportunidade e vamos ver o que vai acontecer, ou a sociedade não pode falar nada, porque tem o preconceito e a hipocrisia dento dela.”

Lauro afirmou, ainda, que não se preocupa com pesquisas. “Estamos em segundo lugar, mas pé no chão. Escolhe­mos o Revelino por uma série de motivos. É uma pessoa simples, humilde. Mora da periferia. Conhece os problemas da cidade. Tem coração bom. Não tem tanto co­nhecimento, mas todo mundo tem inteligência. Então, com certeza ele vai conseguir fazer algo propositivo para a cidade. O Pretinho tem de trabalhar bastante. Ir para a rua demonstrar o que quer para a cidade do jeito dele. Falando errado ou não, ele tem de falar a linguagem do povo”, finalizou.

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