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Lauro Michels já admite minoria governista na Câmara para 2017

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), já considera que terá de lidar com minoria governista na Câmara na próxima gestão. Apesar de os partidos que apoiaram sua reeleição terem conquistado 14 das 21 cadeiras do Legislativo, o verde já trabalha com o número de apenas oito vereadores na situação. O racha entre os governistas começou logo após a eleição, quando o vereador eleito Revelino Teixeira da Silva, o Pretinho do Água Santa (DEM), se apresentou como candidato à presidência da Câmara, contrariando os interesses do governo, que tem como nome preferido o do vereador reeleito Marcos Michels (PSB).

Em coletiva de apresentação dos secretários que vão atuar na próxima gestão, o prefeito comentou a dificuldade em aprovar uma reforma administrativa, uma vez que não conta com a maioria na Câmara. “Não tenho problema em trabalhar com minoria de vereadores. Estou trabalhando para o povo e o povo, graças a Deus, está cada vez mais atento a quem fala uma coisa durante a campanha e depois faz outra. Vou trabalhar com o que tenho. O que tenho hoje é isso. Já enxerguei que não vou ter maioria mesmo”, declarou.

As articulações em relação a Pretinho envolvem também os outros vereadores eleitos na coligação PPS/DEM/PEN: Audair Leonel, Sergio Ramos, Jeoacaz Coelho Machado, o Boquinha, pelo PPS, e Salek Aparecido Almeida pelo DEM. Além dos cinco parlamentares, Michel se referiu também ao vereador reeleito Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), que relutou muito em se engajar na campanha do verde, devido a ligação que sempre teve com o candidato derrotado no segundo turno, vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho (PRB).

Rompimento

Os presidentes dos partidos negam que estejam rompidos com o governo. João Gomes, presidente municipal do DEM, afirmou que não foi procurado pelos vereadores eleitos para discutir a saída da base, tão pouco pelo prefeito. “Afirmo que o DEM, até que me provem o contrário, está junto com o governo”, afirmou. “Estou mais preocupado é com a cidade, todo o resto é especulação”, concluiu.

Secretário de Transportes, o presidente municipal do PPS, José Carlos Gonçalves, destacou que a “política é a arte do diálogo”. “Precisa ter diálogo. Acho natural uma disputa por espaço. Porém, continuo afirmando que o governo tem 14 vereadores, tem a maioria, foi para isso que trabalhamos os 65 dias de campanha”, declarou. “Entendo que (Michels) é o melhor para a cidade. Porém, se o prefeito entende que não conta mais com a nossa bancada, que é a segunda maior da Câmara, também respeito isso”, concluiu.

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