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Lauro Michels ainda negocia com PPS estadual

Michels: “o interesse politico está falando mais que o da cidade, não vou aceitar é esse tipo de coisa”. Foto: Eberly LaurindoO prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), ainda não se deu por vencido em relação à saída do bloco PPS/DEM/PEN do seu governo, mesmo após o presidente municipal do PPS na cidade e ex-secretário de Transportes José Carlos Gonçalves – principal articulador do bloco e da mudança de postura do grupo – ter declarado que a legenda está na oposição. O verde garantiu que tem dialogado sobre o assunto com a direção estadual do PPS.

“Não vejo, ainda, a saída de bloco. Estou conversando com o PPS estadual, até mesmo porque, ajudamos a eleger os cinco vereadores”, declarou. “Tem vereador ali que foi assistente de secretário, que foi diretor de departamento que ajudou a construir o governo ou a descontruir da forma que estão falando”, destacou o prefeito. “Vejo que o interesse político está falando mais que o interesse da cidade, e o que não vou aceitar é esse tipo de coisa. Tudo tem um limite e todo mundo tem espaço. Só que o espaço não pode ser maior que o do prefeito”, pontuou.

Michels afirmou, ainda, que tem dialogado com o presidente estadual do PPS, o deputado federa Alex Manente. “Tenho um compromisso com ele (Manente) e ele tem um compromisso com a cidade. O PPS, com três vereadores, tem um compromisso com a prefeitura, e com o prefeito”, pontuou.
Questionado se não vai ser acusado de estar passando por cima da direção municipal do partido, o verde foi taxativo. “Não tem nem um diretório na cidade, e não estou passando por cima, estou dialogando. Como dialoguei com os vereadores. Nenhum deles se elegeu sozinho”, afirmou. O PPS tem em Diadema uma comissão provisória.

O prefeito afirmou, ainda, que o PPS tem tamanho para ocupar uma secretaria no governo e que pode voltar ao primeiro escalão, mas descartou o nome do ex-secretário. “Uma pessoa competente, indicada pelo partido, não tem problema nenhum. Porém, o PPS não é o José Carlos. Quais projetos ele desenvolveu na secretaria? Quanto de recurso trouxe para a cidade?”, questionou. Segundo informações de bastidores, Michels teria sondado o candidato derrotado a prefeito de Ribeirão Pires, Dedé da Folha (PPS) para integrar seu governo.

Bloco

O bloco PPS/DEM/PEN elegeu cinco parlamentares (Audair Leonel, Jeoacaz Coelho Machado, o Boquinha e Sérgio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio pelo PPS; Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho do Água Santa, e Salek Aparecido Almeida pelo DEM) na base de apoio a Michels e ocupava as secretarias de Transporte, com Gonçalves, e de Cultura, com Paulinho Correria, presidente do PEN. Os dois entregaram os cargos no mês passado.

A interlocutores, José Carlos Gonçalves tem declarado que nenhum acordo será feito passando por cima da direção municipal do partido e que também não há racha no bloco. Sobre o convite de Dedé da Folha, Gonçalves teria ironizado a iniciativa. “Nem é da cidade”, declarou a aliados.

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