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Lauro mantém gratuidade na integração. EMTU cobrará R$ 1 a partir de domingo

Em janeiro, Michels bloqueou a entrada do Terminal Diadema em protesto contra a cobrança. Foto: ArquivoA Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) começará a cobrar neste domingo (9) R$ 1 pela integração nos Terminais de Diadema. O pagamento será feito exclusivamente com o Cartão Bom e apenas nos embarques das linhas da Metra, concessionária que opera o Corredor ABD. Segundo o prefeito Lauro Michels (PV), a prefeitura abriu mão de cobrar R$ 1 pela integração com embarque nas linhas municipais, o que deve pesar menos no bolso do trabalhador.

Sem o Cartão BOM, o embarque não poderá ser feito dentro dos terminais Diadema e Piraporinha. A EMTU vai instalar dentro dos equipamentos quiosques de atendimento para emissão gratuita da primeira via do cartão. Estudantes terão o benefício de 50% de desconto, também para pagamento com o cartão.

Em sua página na rede social, Lauro Michels lamentou que a cobrança tenha início e destacou que ainda tramitam ações na Justiça que tentam impedir o fim da gratuidade. O verde mostrou o documento assinado pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. “Quero deixar aqui a minha indignação e a luta continua. Temos a fé que a justiça será feita. Estou indignado com você, mas continuo na luta pela não integração na nossa cidade”, declarou.

Disputa

A disputa pela cobrança da integração nos terminais de Diadema (e também no de São Matheus, na zona leste da Capital) se arrasta desde 2011. Uma série de idas e vindas, ações e liminares na Justiça, e até o comprometimento do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2014, de que a gratuidade continuaria, marcaram o imbróglio, que teve um de seus pontos máximos em janeiro deste ano, quando Michels, bloqueou a entrada do Terminal Diadema em protesto contra a cobrança, marcada para ter início em 8 de janeiro.

Em nota, a EMTU alegou que a cobrança faz parte do cumprimento de cláusulas contratuais com a concessionária Metra, referentes à execução dos serviços de substituição, conservação, manutenção preventiva e corretiva da rede aérea de alimentação dos trólebus. “Este trabalho era responsabilidade da Eletropaulo e foi transferido para a Concessionária Metra em 2012. Houve também a implementação do sistema de bilhetagem eletrônica”, completou a nota. A alegação da EMTU sempre foi que a integração gratuita causa prejuízos à concessionária.

A estimativa do governo estadual é de que o impacto da cobrança da integração tarifária recairá sobre 5% dos usuários do corredor que não contam com o benefício do vale transporte, entre os 27 mil passageiros que realizam transferência livre nos terminais de Diadema, Piraporinha e São Mateus.

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