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Lauro e Vaguinho vão para o segundo turno

A eleição para prefeito de Diadema será decidida no segundo turno, no próximo dia 30, entre o atual prefeito Lauro Michels (PV) e o vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho (PRB). O verde teve 48,10% dos votos válidos, contra 21,85% do republicano. Em números absolutos, Michels recebeu 93.772 sufrágios e Vaguinho ficou com 42.596. Em terceiro lugar ficou o também vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), com 16,37%, totalizando 31.921 votos. O empresário Taka Yamauchi (PSD) ficou em quarto lugar, com 12,06% dos votos válidos, total de 23.518.

Logo após a divulgação do resultado, Lauro Michels foi ao comitê central de sua campanha e convocou a militância para que se una ainda mais nos próximos 25 dias de campanha, que começam no dia 7 de outubro. “Agora chegou o momento de a gente se unir. A única batalha que você perde é a que desiste e a gente não desistiu da batalha”, declarou.

O verde afirmou que a campanha começa de novo. “Começa do zero agora. Branco e nulo são um recado para todos os políticos e eu já falava isso no início da campanha. O que nós vamos conquistar, tentar conquistar, é a parcela de quem votou no Taka, que é um pessoal que realmente não queria nenhum dos que estão aí, e vamos atrás disso, com toda humildade”, completou.

O prefeito reconheceu que o PT não está morto na cidade e afirmou que isso deve ser considerado com respeito. “O eleitorado do PT é um eleitorado cativo e esse resultado foi prova disso. Diadema está mostrando que tem uma raiz política ainda com o PT e deve ser respeitado, sempre respeitei isso. Sempre tive essa leitura, principalmente onde tiveram os trabalhos sociais deles realizados na cidade, e a gente continua tendo”, completou.

Vaguinho também fez a leitura de que nada ainda está ganho. “Não demos nenhum passo ainda. A cidade apenas mostrou para nós que a atual gestão não fez por merecer a sua reeleição, por isso, vamos debater muito mais nesses 30 dias. Porém, da maneira que colocamos, levando sempre as nossas propostas e discutindo o nosso plano de governo”, declarou.

O republicano também pretende dialogar com os outros candidatos, para tentar apoio nesta segunda etapa do pleito. “Todo e qualquer apoio a gente vai discutir com a nossa base. Estamos tranquilos quanto a isso. A diferença não foi grande, (Michels) tem a máquina. Vamos colocar a nossa militância que é totalmente voluntária na rua, com o pé no chão, reparar os erros, fazer os acertos e debater com a sociedade, colocar a cidade para avançar, fazer com que a cidade seja igual para todo mundo, tanto na periferia quanto no centro”, concluiu.

Com 23,5 mil votos, Taka pode ser o fiel da balança

A candidatura do empresário Taka Yamauchi (PSD) à Prefeitura de Diadema era vista com desconfiança e até descrédito por muitos de seus oponentes nas urnas. Na primeira tentativa, em 2012, Taka obteve apenas 900 votos, quando tentava uma cadeira na Câmara. Quatro anos depois, o empresário terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 12,06% dos votos válidos, total de 23.518 sufrágios. O atual prefeito, Lauro Michels (PV), e o vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho (PRB), que ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, vão agora disputar os votos desse eleitorado.

“Foi uma grande vitória. Uma campanha modesta, sem recursos. Os adversários subestimaram o nosso potencial, mas mostramos que podemos fazer um movimento de transformação. Os 12% são prova disso”, declarou Taka. O empresário afirmou que ainda não teve tempo de pensar e discutir com o seu grupo de apoio qual será o posicionamento no segundo turno. “Ainda é muito recente. Porém, em princípio, devemos optar pela neutralidade”, completou.

O pessedista avalia que seu grupo agora será reconhecido como força política na cidade. “Isso nos fortalece e nos coloca no caminho certo para disputar novamente em 2020. Ficamos felizes e em uma próxima eleição vão nos respeitar muito mais. Mesmo agora, na hora de decidir se apoiamos ou não alguém, vai pesar muito quem zombou da nossa campanha”, concluiu.

Campanhas milionárias

Terceiro colocado, o vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), publicou nota em que agradeceu “os 31 mil votos recebidos nessa eleição à prefeitura, feito expressivo, dada a perseguição dos grandes veículos de comunicação e cuja sustentação foi a militância do PT, que enfrentou campanhas milionárias dos adversários nessa disputa e a uma mídia reacionária que diariamente faz uma campanha contra o nosso partido. Agradecemos ao povo de Diadema, à militância do PT e aos candidatos a vereadores. O PT seguirá na defesa dos interesses do povo de Diadema.”

“Saímos fortalecidos nesse processo, unificamos a força e garra da militância e estamos preparados a qualquer ataque de golpistas ao nosso partido”, declarou. Sobre o posicionamento que será adotado no segundo turno, o petista destacou que a direção do partido deverá se reunir para deliberar qual posição adotará. Em entrevista recente ao Diário Regional, Maninho já havia declarado que não apoiaria o atual governo em um even­tual segundo turno do qual não fizesse parte.

Quinto colocado, o ambientalista Virgílio Alcides de Farias (Rede), que teve 0,43% (834) dos votos válidos, afirmou que “lamenta a falta de consciência da população com relação à sustentabilidade e ao meio ambiente”, principais bandeiras do seu partido. “Quanto ao apoio a um dos candidatos no segundo turno, poderá ser feito em termos programáticos, se um deles acatar ao menos em parte o programa de Rede”, pontuou.

Sexto colocado com 691 votos (0,35%), Silvino Roque Neto, o Russo (PMN), divulgou nota afirmando que “aquilo que vimos na cidade se concretizou na quantidade de abstenções, anulações e votos em branco. A confiança do eleitor diademense está ferida, e o segundo turno será uma grande resposta à democracia”. O partido ainda não pensou sobre apoios no segundo turno. Os demais candidatos não se manifestaram.

 

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