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Latrocínios avançam 20%, e SP conta 237 casos neste ano

Os latrocínios (roubos seguidos de morte), cresceram 20% no Estado de São Paulo nos primeiros sete meses deste ano, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foram 237 casos registrados de janeiro a julho deste ano (com 240 vítimas) contra os 198 no mesmo período de 2016 (204 vítimas).

O crescimento nos latrocínios é um dos sintomas da epidemia de crimes patrimoniais vivida pela população de São Paulo. Como a Folha mostrou no domingo, esse tipo de crime fez no primeiro semestre deste ano uma vítima a cada 30 segundos no Estado. Foram 512.459 no período.

Já em julho, ainda segundo dados apresentados nesta sexta (18), os roubos com morte caíram 6% no Estado –foram de 35 para 33 casos, comparando julho de 2016 com o mesmo mês deste ano. Recuo insuficiente, porém, para reverter o acumulado do ano.

Durante a apresentação mensal dos dados, o secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que a polícia tem aumentado o número de blitz para tentar reduzir os crimes patrimoniais, mas admite dificuldades no combate ao latrocínio. “É difícil de combater porque ocorre muito rápido”, disse.

Sensação de segurança

Embora em números absolutos sejam pequenos em comparação à quantidade de roubos (186.157), os latrocínios são sensíveis para o governo por ser esse o crime que mais impacta na sensação de insegurança da população.

Considerado “como o roubo que não deu certo”, quase sempre provoca comoção, como na morte do empresário Sylvio Luiz Toledo Leite, 44, assassinado durante um roubo em um posto de gasolina na rodovia Fernão Dias, na última quarta-feira (16).

Com a nova elevação registrada em julho, que foi de 5%, São Paulo teve o 14º aumento seguido desse tipo de crime. No acumulado do ano, o aumento é de 20%. São 6.270 roubos de cargas no ano no Estado, mais de 1.000 casos além dos anotados no mesmo período de 2016 (5.207). Ainda assim, o secretário disse ver esses dados sobre roubo de carga com bons olhos, por ter havido, em julho, um aumento menor em relação aos meses anteriores.

Nos dados de julho, homicídios, furtos de veículos e roubos de veículos mantém a tendência de queda.

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