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Justiça decreta prisão de Maninho e do filho por tentativa de homicídio

Justiça decreta prisão de Maninho e do filho por tentativa de homicídio
Defesa de Maninho afirmou que vai recorrer da decisão. Foto: Divulgação

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do ex-vereador de Diadema, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, devido ao episódio de agressão contra o manifestante e empresário Carlos Alberto Bettoni, ocorrida no dia 5 de abril em frente ao Instituto Lula, na região do Ipiranga. Ambos foram denunciados pelo promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman por tentativa de homicídio por motivo torpe e cruel.

Na quinta-feira (10), a denúncia do Ministério Público foi aceita, excluindo um terceiro suspeito das agressões. O caso agora tramitará na Justiça e os réus podem ser levados a júri popular. A defesa de Marinho nega que tenha havido tentativa de homicídio e informou que vai recorrer. O processo corre sob segredo de Justiça.

Bettoni foi agredido no local após gritar ofensas contra o PT durante entrevista do senador Lindbergh Farias (RJ) à imprensa. Um dos denunciados empurrou a vítima, que bateu a cabeça em um caminhão que passava no local. Na ocasião, manifestantes estavam reunidos em frente ao instituto por causa da notícia de que o juiz Sérgio Moro tinha expedido a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bettoni foi internado no hospital São Camilo, onde permaneceu até o final de abril.

Em decisão expedida nesta sexta-feira (11), a juíza Débora Faitarone considerou que os réus “não podem permanecer em liberdade após a prática de um crime doloso contra a vida, praticado de maneira tão covarde”.

Pai e filho foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. “As imagens demonstraram que a vítima, por diversas vezes, pediu para que os réus mantivessem a calma. Ela ergueu o braço, com a palma da mão aberta e implorou para que eles cessassem as agressões. Ela tentou fugir dos réus, mas infelizmente não conseguiu”, anotou a juíza.

“A liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime”, argumentou.
Quanto ao secretário nacional do Setorial Sindical do PT, Paulo Cayres, indiciado pela Polícia Civil, o promotor pediu o arquivamento do inquérito, alegando que ele não teria participado diretamente do ataque que levou o empresário Bettoni a bater a cabeça contra o caminhão.

“A prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende aos anseios da sociedade ordeira e traz segurança para que as testemunhas e vítima possam ter tranquilidade e para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo tribunal popular”, informou, em nota, o advogado Daniel Bialski, que representa Bettoni.

A defesa de Maninho e seu filho informou que a decisão foi uma surpresa, porque não corresponde à realidade dos fatos. “O próprio laudo pericial acostado nos autos demonstra a real verdade dos fatos, logo, esta decisão está fora do contexto da situação, já que estamos diante de uma lesão corporal e não tentativa de homicídio”, declarou a advogada Patrícia Cavalcanti. A defesa vai recorrer da decisão. Ainda não foi decidido se os dois acusados vão se entregar ou aguardar o cumprimento do mandado.

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