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Justiça autoriza Prefeitura de São Bernardo a terminar Fábrica de Cultura

Justiça autoriza Prefeitura de São Bernardo a terminar Fábrica de Cultura
Decisão garante o cumprimento de uma das principais promessas de campanha de Morando e coloca fim ao projeto idealizado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT) e alvo de investigação da Polícia Federal. Foto: Ricardo Cassin/PMSBC

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (25) a liberação, pela Justiça Federal, do prosseguimento das obras da primeira Fábrica de Cultura da cidade, que será instalada no prédio onde seria implementado o Museu do Trabalho e do Trabalhador. A decisão garante o cumprimento de uma das principais promessas de campanha do tucano e coloca fim ao projeto idealizado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT) e alvo de investigação da Polícia Federal.

Vitrine da gestão tucana no setor, a Fábrica de Cultura terá, em São Bernardo, a segunda unidade fora da Capital – a primeira foi a de Diadema, cuja obra foi entregue em março do ano passado.

A construção do prédio começou em 2012, com a promessa de entregá-lo um ano depois. Porém, as obras se arrastaram nos anos seguintes. Em dezembro de 2016, a Operação Hefesta – parceria entre PF e Ministério Público Federal (MPF) – denunciou esquema de corrupção na construção para beneficiar empresários e agentes públicos. Desde então, o projeto foi embargado pela Justiça.

Com a liberação da Justiça, Morando projeta assinar a ordem de serviço para o início das intervenções no local em meados de setembro. Na ocasião, também será assinado o convênio para que o Estado faça a gestão do local, além da instalação do mobiliário. A adaptação do imóvel para os moldes do projeto da Fábrica de Cultura deverá durar cerca de 150 dias, com previsão de conclusão em janeiro de 2020 e custos estimados em R$ 5,58 milhões.

O montante destinado à finalização da obra está previsto no Orçamento municipal, mas o prefeito informou que pretende reivindicar parte dos R$ 76,1 milhões bloqueados pela Justiça das contas de Marinho e de mais 15 réus por suspeita de desvio de recursos do museu, para aplicação na finalização das obras.

“A partir de agora, o município tem o direito de concluir as obras da Fábrica de Cultura. O edital para contratação dos serviços foi mandado ao Ministério Público para que não paire nenhuma dúvida sobre sua lisura. Esse prédio não pode ser concluído se não for com total transparência. A marca da corrupção mora aqui e nossa obrigação é limpar a história deste espaço”, disse o prefeito.

O anúncio foi acompanhado pela secretária estadual executiva de Cultura e Economia Criativa, Cláudia Pedrozo, que exaltou a atuação de Morando na interlocução junto ao governo do Estado e ao então Ministério da Cultura para alteração do projeto.

“Sua perseverança foi decisiva para que esse prédio fosse devolvido à sociedade com tanta habilidade e interlocução. Com a mesma garra, o governo do Estado se compromete em colocar aqui a melhor Fábrica de Cultura”, destacou a secretária-executiva.

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