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Júri de Elize começa com tese de premeditação

Elize chegou a chorar durante o interrogatório. Foto: Nelson Antoine/FramePhoto/FolhapressO primeiro dia do julgamento de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, foi marcado pelo reforço da tese da acusação de que o crime foi premeditado. Uma das babás da filha de Elize disse em depoimento que teve conhecimento que a patroa comprou uma serra elétrica na véspera do crime, em maio de 2012.

Amonir Hercília dos Santos, que trabalhava para o casal Matsunaga aos finais de semana, é filha da babá principal Mauriceia dos Santos, esta sim que acompanhava a família todos os dias.
A testemunha disse que ouviu da mãe que, antes de voltar para o apartamento, Elize passou numa loja de ferragens para comprar a serra. Amonir não deu detalhes do que seria feito com o equipamento. Para a advogados da assistência de acusação, a compra pode indicar a premeditação do crime.

Até agora, a versão no caso é que Elize tenha usado uma faca de cozinha para cortar parte do marido. A Promotoria disse, na semana passada, que não está muito claro qual instrumento foi utilizado, mas, há suspeita até uso de bisturi cirúrgico para isso.

Os advogados de Elize afirmaram que a compra da serra elétrica atendeu a um pedido da própria vítima que trabalha com algumas caixas de madeira em sua adega. “Tanto claro que essa história de serra elétrica não tem o menor cabimento, que o crime não é premeditado, que ela não usou a serra elétrica”, disse Luciano de Freitas Santoro.

Elize chegou chorar durante o interrogatório quando a babá ouviu dela que demonstrava ser uma boa mãe, sempre preocupada com a filha. O julgamento será retomando hoje (29).

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