Mauá, Política-ABC, Sua região

Judicialização e processos marcam campanha ao Paço

Disputam os votos de 303.058 eleitores em Mauá Donisete Braga, Atila Jacomussi, Clóvis Volpi, Márcio Chaves, Professora Rejane, Gilberto Barros e Rogério Santana

Os eleitores de Mauá vão às urnas amanhã (2) para escolher o próximo prefeito e despedem-se, ao menos temporariamente, de uma campanha marcada pela judicialização. Os dois principais candidatos, o prefeito Donisete Braga (PT) e o deputado estadual licenciado Atila Jacomussi (PSB), moveram ações um contra o outro na Justiça Eleitoral – sem, no entanto, conseguir decisão que inviabilizasse a candidatura adversária.

Além do “tiroteio jurídico” entre os oponentes, o Ministério Público Eleitoral também influenciou na disputa, especialmente no caso da candidatura de Atila, que precisou mudar o candidato a vice-prefeito no meio da campanha.

O primeiro escolhido, José Carlos Orosco Júnior, que é presidente municipal do PMDB e marido da ex-deputada Vanessa Damo (PMDB), teve a candidatura indeferida devido à multa recebida por doação irregular à campanha de Vanessa em 2014, sendo substituído por sua sogra, Alaíde Damo.

Atila também move uma ação, que não aponta suposto culpado, pela distribuição de material apócrifo em que sua imagem é associada a um caso de agressão a uma mulher e é chamado de mentiroso, entre outras acusações. Material oficial de campanha do PT, que listava diversas matérias publicadas em jornais da região negativas para Atila, também foi alvo de ação, e neste caso, a decisão foi parcialmente favorável ao socialista. A própria decisão do juiz eleitoral cita que os dois postulantes estavam em “uma incansável guerra de jornais”.

O Ministério Público também investiga possíveis irregularidades na campanha de Atila e abriu ação de investigação judicial eleitoral para apurar evento que contou com a participação do socialista e de um pré-candidato a vereador no qual teriam sido distribuídos brindes, conforme noticiou ontem (30) o Diário Regional. A ação foi protocolada no último dia 27.

No despacho, o juiz deu três dias para que o MPE apresentasse as provas, destacando que a data citada como sendo a do evento (31 de julho de 2016) é falsa – a defesa alega que o evento ocorreu em 2015 – e não foram apresentadas testemunhas. O processo ainda está tramitando e pode resultar na cassação do registro do candidato.

Processo

Outro candidato que disputa o Paço e também foi alvo de processo na Justiça Eleitoral foi o vereador Rogério Santana (Rede), que precisou trocar sua candidata a vice-prefeita Andreia Bispo (Rede) por Fernando Oliveira (Rede). A candidatura de Andreia foi impugnada pelo MPE porque a postulante não conseguiu comprovar que estava filiada ao partido há pelo menos seis meses, como determina a legislação eleitoral.

Também concorrem ao Paço de Mauá o ex-prefeito de Ribeirão Pires Clóvis Volpi (PSDB), que mudou seu domicílio eleitoral, além de Marcio Chaves (PSD), Professor Rejane (PSOL) e Gilberto Barros (PPL).

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