Histórias da gente

Jorge Cunha: “puxei do meu pai esse gosto por carros antigos. Ele foi um grande apreciador e amante de carros”

Cunha: "sempre gostei de coisas motorizadas". Fotos: Arquivo pessoal
Cunha: “sempre gostei de coisas motorizadas”. Fotos: Arquivo pessoal

O advogado Jorge Luis Claro Cunha é um amante de carros antigos. Apesar de não se considerar um colecionador, Cunha mantém em sua garagem – e algumas outras – diversos mo­delos, os quais costuma trocar de vez em quando.

A paixão por veículos antigos começou ainda na infância. “Na verdade, puxei do meu pai esse gosto, que foi um apreciador e amante de carros. Então, desde moleque me vi envolvido com carros. Lá pelos 15 anos comecei com motocicletas, depois com kart. Cheguei a competir até a competir. Sempre gostei de coisas motorizadas. Posteriormente, passei para a parte náutica e de uns dez anos para cá entrei nesse meio de carros antigos e me apaixonei”, afirma.

Cunha, que tem hoje apenas quatro veículos – uma Puma GTS 77; um Mustang 69; uma Chevrolet C10 79 e um Fusca 64 -, mas já teve uns 40, afirma que o ‘coração bate mais forte’ por Fuscas e Muscle car, os chamados V8 norte-americanos. “Dos Fuscas, que é um carro mais acessível já tive mais de dez. Cada um tem seus gostos, mas os meus são esses dois modelos. Alguns gostam de apenas um modelo. Tenho um amigo que adora Decave. Então, tem quatro, cinco exemplares. Acho atraentes os V8 por causa do ronco, da potência do motor e gosto muito dos Fusquinhas porque meu primeiro carro foi um Fusca 69. Então, tenho esse romantismo pelo carro”, destaca.

O advogado não se dedica ao antigomobilismo como negócio. Porém, o gosto pelos carros fez com que Cunha idealizasse o Lata Velha. “Há algum tempo montei um grupo de WhatsApp, que meio que é uma confraternização constante. Como qualquer outra paixão isso forma uma tribo. Então, onde você vai, pessoas que se alinham com seu gosto acabam virando amigo. Com isso, há muita troca de informação, pesquisa. Nesse grupo de WhatsApp fui congregando amigos, colecionadores, restauradores, oficinas e amantes de carros, como eu. Na ocasião senti a necessidade de criar uma marca para isso, a fim de que houvesse uma identidade. Aí, criei essa logomarca chamada Lata Velha, que hoje se encontra registrada, e a uso apenas em alguns eventos – inclusive beneficentes – e para congregar amigos”, afirma.

Entre os carros que possuiu ou já possuiu, o Mustang 69 é a menina dos olhos de Cunha. Raro e muito bem quisto no mercado, o Mustang, segundo o advogado, é o carro que o acompanhará até os últimos dias (diz entre risos). “Ele tem um valor de mercado, realmente. Porém, é mais o valor sentimental, porque foi um carro difícil de encontrar. Já estou há quatro anos com ele.”

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