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Doria vê adesão ao isolamento cair e estende quarentena

Atualizada às 20h18

O governador João Doria (PSDB) prorrogou a quarentena em São Paulo para conter o avanço do novo coronavírus. A medida começou no Estado no dia 24 e teria validade até hoje (7), mas foi prorrogada por mais 15 dias. O Estado já identificou, entre a terceira semana de março e a primeira semana de abril, redução do número de pessoas que continuaram dentro de casa.
Segundo estimativas do governo, o total de mortes nos próximos seis meses deve chegar a 111 mil, mesmo com as medidas de isolamento. Sem a quarentena, o número de óbitos projetado é de 277 mil até outubro.

O decreto do Estado de São Paulo determina o fechamento do comércio e de serviços não essenciais, o que inclui bares, restaurantes e cafés, que só podem funcionar com serviços de delivery. Já os serviços considerados essenciais, como farmácias e supermercados, podem abrir as portas. A medida vale para todos os municípios do Estado.
“Vocês terão a obrigação de seguir a deliberação do governo de São Paulo. Ela é constitucional”, frisou Doria, afirmando que a medida tem de ser cumprida pelos prefeitos. Na última semana, algumas cidades do interior publi­caram normas que afrouxam as restrições ao comércio.

A circulação de pessoas na cidade de São Paulo aumentou na última semana, em meio à recomendação de que a população fique em casa para frear o contágio. Em uma semana, de 23 de março a 2 de abril, o isolamento na capital foi de 66% dos paulistas a 52,4%, segundo a projeção feita pelo governo estadual.

Após o início das medidas de isolamento, o confinamento atingiu o nível mais baixo no dia 3. Foi a primeira vez, desde o início do fechamento de comércio, que mais da metade dos paulistas foi às ruas – ape­nas 47% ficaram em casa. A estimativa foi feita com base em dados de geolocalização de telefones celulares.

REPRESSÃO

Doria afirmou que fará uso de força policial para quem infringir a medida. Há orientação para que a Polícia Militar disperse aglomerações. Serão medidas de orientação, em um primeiro momento. Em uma segunda etapa, seriam medidas coercitivas, de acordo com o governo. Porém, Doria afirmou que “espera que isso não seja necessário’.

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes e de casos do novo coronavírus. Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mos­trava que o Estado tinha 304 mortes e 4.866 casos confirmados. Em todo o Brasil, são 553 mortes e 12.056 casos confirmados da doença. De acordo com a projeção do governo estadual, 89 mil mortes serão evitadas nos próximos 70 dias em toda a região metropolitana de São Paulo, caso as atuais medidas de isolamento sejam mantidas.

Essa projeção foi calculada com base nas taxas atuais de isolamento social, mesmo com a média menor na última semana.

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