Esportes, Futebol

Jardine põe discurso em prática e intensifica treino do São Paulo

Em sua primeira pré-temporada como técnico da equipe profissional do São Paulo, André Jardine espera mostrar um pouco do que pensa taticamente sobre futebol. Neste início de trabalho, já é possível observar pontos considerados por ele fundamentais, sobretudo a ocupação de espaços e a troca de passes. De preferência, rasteiros.

“Pablo, vamos tentar não levantar a bola!”, gritou para o recém-chegado atacante, que foi a campo juntamente com cinco dos sete reforços já anunciados pelo clube para a temporada 2019 – a exceção é Hernanes, que vai se apresentar já nos Estados Unidos, para onde a equipe viajou ontem. Lá, disputará a Florida Cup a partir do dia 10.

No treino, Jardine dividiu o grupo em dois campos reduzidos. O objetivo da atividade era opor duas equipes, uma de colete laranja e outra sem, para que trocassem passes rápidos e tentassem se movimentar o tempo todo. Quando um rival tocava na bola, a posse mudava de lado. Depois, o treinador deu competitividade à disputa ao contar pontos para toda vez que um time conseguia girar a bola de uma lateral a outra.

“Quatro a zero! Laranja dando show!”, gritou em determinado momento, quando os jogadores de colete conseguiram passar vários minutos sem serem interceptados.

Ativo o tempo todo, Jardine cobra, grita, gesticula. Às vezes, é mais duro. “Não vou aceitar erro assim!”, disse, irritado. Em diversos momentos, ele mesmo pega a bola, para o treino e mostra o que espera ver repetido posteriormente. “Indução, a gente tem de induzir o adversário, o passe curto é a isca para o que realmente queremos”, explicou.

Logo após o último jogo de 2018, a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, o técnico já havia adiantado como seriam as coisas com ele no comando: “Acho que o maior choque que o grupo vai ter será a nível de treinamento, o jeito que vamos passar a treinar. Tenho uma percepção de treinamento, minhas convicções, que não pude aplicá-las 100% porque os jogadores já estão no seu limite físico ao fim da temporada. Vamos treinar do jeito que uma equipe que quer ser campeã tem que treinar. A cobrança será muito forte, a concorrência será diária. Quem não se adaptar, não vai jogar”, declarou, à época.

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