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Janaina Paschoal diz que se arrepende e pede renúncia de Jair Bolsonaro

A deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PSL), que já chegou a ser cotada para vice do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, disse nesta segunda-feira (16) ter se arrependido de votar nele. A declaração foi feita durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Na visão da parlamentar, Bolsonaro deveria dei­xar o cargo pois a situação é tão urgente que sequer há tempo para processo de impeachment. Foi o pedido de impedimento que Janaina assinou ao lado dos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo – este morto em 2018 – que levou à queda da então presidente Dilma Rousseff em 2016.

“O que ele fez ontem (domingo/15) é inadmissível, é injustificável, é indefensável”, discursou Janai­na. “Crime contra a saúde pública Desrespeitou a ordem do seu ministro da Saúde”, completou. “Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o Mourão”, defendeu, em re­ferência ao vice-presidente general Hamilton Mourão.
“Como um homem que está possivelmente infectado para no meio da multidão?”, indagou a deputada. “Eu me arrependi do meu voto. As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar, não temos tempo para um processo de impeachment”, afirmou.

ISOLAMENTO

No domingo, Bolsonaro que – havia sido orientado a ficar em isolamento até refazer testes para o coronavírus – participou de manifestação de seus apoiadores contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, em plena pandemia global.

Nesta segunda-feira, Rea­le Júnior disse que o presidente deve ser considerado “inimputável”. “Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele. O Ministério Publico pode requerer um exame de sanidade mental para o exercício da profissão. Bolsonaro também está sujeito a medidas admi­nistrativas e eventualmente criminais. Assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime”, afirmou o jurista.

Janaina já havia batido de frente com o governador João Doria (PSDB) em função do surto de coronavírus, na quinta-feira passada, enquanto o governador ainda tinha mantido a permissão para eventos públicos. Na sexta-feira, o governo suspendeu eventos com mais de 500 pessoas. (AE)

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