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Investigado por merenda em SP, Moita diz que devolverá supersalário

Luiz Roberto dos Santos, o Moita, depôs na CPI da Merenda, na Assembleia Legislativa. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress

Ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo paulista investigado na operação Alba Branca, que apura desvios na merenda escolar, Luiz Roberto dos Santos, o Moita, depôs ontem (5) à CPI da Merenda, na Assembleia Legislativa. Disse que devolverá ao erário os valores que, de boa-fé, recebeu acima do teto do funcionalismo em 2015, se o governo assim determinar.

Como a Folha de S.Paulo mostrou ontem, Moita ganhou acima do teto de março a setembro de 2015, quando era chefe de gabinete, e foi dispensado pelo governo, em agosto deste ano, de repor a quantia indevida. Moita deixou a Casa Civil em janeiro, um dia antes de a Alba Branca ser deflagrada pela Polícia Civil. Hoje, atua na CPTM (estatal de trens).

O teto para servidores do Executivo é R$ 21.631. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) não informou quanto Moita recebeu a mais. O governo afirmou que o processo que o dispensou de devolver os valores “está sendo revisto”.

Segundo a Alba Branca, Moita foi flagrado em um grampo orientando a Coaf -cooperativa suspeita de fraudar licitações e pagar propinas- sobre um contrato com a Secretaria Estadual da Educação para fornecer suco de laranja a escolas da rede. À CPI afirmou que seu contato com a Coaf foi apenas institucional, em razão do cargo que ocupava, e negou ter recebido vantagens.

Outro membro do governo que depôs aos deputados foi Fernando Padula, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação que foi citado por Moita no grampo. Padula negou conhecer a Coaf ou qualquer um de seus membros.

Para Padula, que é filiado ao PSDB, o caso da merenda em São Paulo foi amplificado pela imprensa para fazer contraponto aos escândalos do PT em nível nacional.

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