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Internet ajuda pequeno a sondar mercado

Fazer uma pesquisa de mercado é uma das primeiras tarefas de um empreendedor na hora de abrir uma empresa, e com a evolução dos levantamentos on-line, estão cada vez mais acessíveis.

A facilidade para chegar ao ao público-alvo pela internet tem levado pequenos empresários a entrarem nesse segmento, oferecendo estudos a preços mais baixos.

É o caso do publicitário Davi Bertoncello, 32. Ao lado de um sócio, ele abriu há sete anos a Hello, com planos de oferecer apenas a pesquisa digital. Mas a ideia enfrentou resistência no mercado e ele passou a fazer também a opção presencial.

“Até 2015, a maioria das pesquisas que fazíamos era no modelo tradicional, mas ano passado isso começou a virar”, afirma. Atualmente, 65% dos levantamentos da empresa são on-line.

Segundo Bertoncello, a mudança ocorreu porque o modelo pela internet é mais barato. “No fim das contas, a metodologia digital é muito buscada pelo custo-benefício”, afirma. Uma pesquisa pelo computador custa até três vezes menos que uma semelhante no modelo tradicional, diz ele.

“Outra vantagem é o tempo. Conseguimos fazer uma pesquisa mais rápida do que em outras metodologias”, afirma Pierre Abou Roujaili, gerente comercial da PiniOn. A empresa, criada em São Paulo há 4 anos, faz levantamentos pelo celular.

As duas empresas garantem que, em pesquisas de mercado, os resultados obtidos de maneira virtual são tão confiáveis quanto os de entrevistas presenciais. Apenas nos levantamentos de opinião, como intenção de votos, é que ocorrem discrepâncias.

Para Dirceu Tornavoi, professor do curso de administração da USP em Ribeirão Preto, quem contrata uma pesquisa virtual precisa estar atento a alguns pontos.

“O problema do questionário on-line é o controle sobre a amostra. Se tem uma base de dados bem formulada, é possível equacionar isso”, afirma ele, que coordena um projeto no qual alunos da universidade realizam pesquisas para empresários locais.

Planejar

Além de contratar uma pesquisa, o pequeno empresário também pode fazer ele mesmo o estudo. Nesse caso, é preciso alguns cuidados, diz o consultor do Sebrae-SP Edgard Neto. “Não adianta fazer por fazer, o empreendedor precisa pensar antes como vai usar os dados.”

O empresário Rafael Cifu, 26, decidiu fazer ele mesmo o estudo quando foi abrir sua empresa de comida saudável, a Jumbai.

Ao lado do sócio e das respectivas mulheres, passou um ano frequentando eventos do setor para perguntar aos participantes o que achavam de sua ideia –oferecer sachês de sal rosa do Himalaia em restaurantes.

“Também entramos em comunidades no tema no Facebook e mandamos questões”, afirma. No fim, o levantamento mostrou que o projeto era viável economicamente.

“Fomos então aos restaurantes, para saber se eles estavam interessados e qual o preço poderíamos cobrar”. Com tudo feito, o produto foi lançado há cinco meses em São Paulo.

O objetivo para este ano é levar o sachê para as mesas de todos os Estados. (Bruno Benevides)

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