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Instituto do ABC desenvolve projeto para empoderamento feminino no pós-pandemia

O Instituto de Projetos Educacionais e Sociais (Ipes), de Santo André, preocupado com aumento o considerável nos casos de violência doméstica no período do isolamento por conta da pandemia, idealizou projeto que visa à capacitação para recolocação do público feminino do ABC no mercado de trabalho.

Segundo Wilma Maria de Moraes, presidente fundadora do Ipes, no ano passado o instituto começou a perceber demanda diferenciada. “Percebemos maior demanda no tocante à iniciação e recolocação no mercado de trabalho nas regiões da Vila Luzita, Vila Tibiriçá, Vila Junqueira e Vila Vitória e do Jardim Santo André.  No Estado foi constatado aumento considerável nos casos de violência doméstica e familiar e esse público passou a nos procurar também. Juntamos as demandas e pensamos numa saída inovadora”, destacou.

Tendo como alvo as mulheres, em especial vítimas da violência doméstica, as em situação vulnerabilidade e o público LGBT, o Ipes projeta o oferecimento de cursos de informática, artesanato, bijuterias em pedras misturadas com pet (polietileno tereftalato utilizado nas garrafas de refrigerantes) e reciclagem em geral do Projeto Mulheres em Ação, coordenado pela assistente social Edneia Ferreira, de Santo André.

“Tendo como meta a capacitação, buscamos parcerias para diversos cursos, alguns mais diferenciados, como para padeira, confeiteira, chocolatière, pizzaiola; hamburgueria, música, jardinagem, maquiagem, confecção de perucas e também cuidadora de idosos. Também são prioridades a alfabetização e a inclusão digital”, afirmou Wilma.

Para o diretor-técnico do Ipes, Erasmo Assumpção Filho, a capacitação em Informática é fundamental nos dias de hoje. “Todas as pessoas têm necessidade de utilizar equipamentos de processamento, quer seja um computador ou até mesmo os aparelhos de telefonia celular. Quem não sabe utilizar estes recursos têm uma enorme dificuldade de encontrar emprego, fazer parte de grupos sociais,  dentre outros problemas”, pontuou.

Para dar início ao projeto, além de expandir para os sete municípios do ABC, o instituto busca parcerias, inclusive, protocolou no Consórcio Intermunicipal ABC pedido para apresentação do projeto. “Queremos levar o projeto para as sete cidades, com a participação das primeiras-damas, a fim de mudar a imagem masculina do Consórcio para mista. Vamos conversar com entidades para a capacitação do nosso público-alvo e com o empresariado local também”, destacou Wilma, ao complementar que também há projeto pronto para implementação em Santo André, onde o Ipes tem sede, a Casa de Atenção e Empoderamento da Mulher Andreense.“O patrocínio é de suma importância, pois por mais simples que sejam as capacitações, são necessários vários recursos para sua execução”, complementou Erasmo Assumpção.

O Ipes tem diversos projetos já desenvolvidos, que vão desde auxilio à campanha da vacinação até palestras de conscientização para que as crianças não utilizassem “cerol” nas pipas.

“O instituto é especialista em projetos inovadores e foi idealizado para isso. Nasci para escrever projetos. Trata-se de uma missão. Nossa ideia é o reconhecimento da região como um todo, em uma aliança estratégica com o Consórcio ABC nos próximos meses, com uma proposta de trabalho regional para fomentar o desenvolvimento econômico e social no pós-pandemia”, destacou Wilma.

Serviço – www.ipes1968.com.br

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