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INSS retomará atendimento presencial em metade das agências

INSS retoma atendimento presencial em metade das agências
Horário de atendimento das agências será reduzido, das 7h às 13h. Foto: Arquivo

Após terem o atendimento presencial suspenso por cerca de seis meses, em decorrência da pandemia de covid-19, as agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomarão as atividades a partir de segunda-feira (14) em todo o país.

Na primeira fase de reabertura, no entanto, somente os atendimentos agendados previamente serão realizados nas agências, incluindo, em alguns casos, a retomada da perícia médica previdenciária, que ocorrerão apenas em unidades específicas.

Segundo o INSS, cerca de 600 agências devem reabrir na semana que vem. O número representa menos da metade das unidades do INSS, mas corresponde às maiores agências, com mais capacidade de atendimento. O governo vai divulgar durante a semana a lista completa das agências a serem abertas, mas o segurado já pode consultar a informação no aplicativo Meu INSS ou no telefone 135.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal, afirmou nesta sexta-feira (11) que nem todos os servidores do órgão vão retornar ao trabalho presencial. “Nem todos os serviços estarão disponíveis”, afirmou.

O horário de atendimento será reduzido, das 7h às 13h, e a recomendação é de que as pessoas não cheguem com antecedência aos locais, para evitar aglomerações.

Os funcionários do INSS que estão em grupos de risco ou que não têm com quem deixar os filhos continuarão trabalhando em home office. Haverá ainda protocolos a serem seguidos pelos funcionários e pelas pessoas a serem atendidas.

“Somente entrarão nas agências as pessoas com agendamento. O agendamento é fundamental”, ressaltou Bianco. “A abertura será nessa segunda-feira. Ao longo dos dias, passaremos a todos quais agências estão abertas, quais terão perícias.”

O presidente do INSS, Leonardo José Rolim Guimarães, explicou que o órgão vem reduzindo, nos últimos meses, a fila de atendimento de segurados.

Segundo Guimarães, em janeiro de 2019, a fila de requerimentos no INSS estava em 1,773 milhão. Em junho do ano passado, ápice da fila, estava em 2,322 milhões. “Em janeiro deste ano, tinha caído para 1,635 milhão. No início da pandemia, em março, a fila estava em 1,3 milhão e, agora, está em 758 mil”, citou.

Rolim explicou ainda que o número de requerimentos que necessitam da apresentação, por parte dos segurados, de documentos complementares está atualmente em 906 mil. Este será um dos principais focos da reabertura das agências.

Segundo o presidente do INSS, antes da pandemia o número médio de atendimentos era de 2,5 milhões por mês. “Agora, será muito menor que isso, porque não teremos atendimentos espontâneos. Dependerá da quantidade de agências abertas e de perícias”, disse.

Rolim afirmou ainda que a maior parte dos atendimentos do INSS continuará, neste momento, a ser feito de forma remota. De acordo com Rolim, neste momento as agências que reabrirão vão ser principalmente as maiores.

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