Economia, Notícias

Inovação e exigências regulatórias devem pautar primeiras ações do APL de Cosméticos

Gerar inovação e viabilizar o atendimento às exigências regulatórias do setor de cosméticos foram apontadas como prioridades pe­las indús­trias e, por isso, de­vem pautar as primeiras atividades do Arranjo Produtivo Local (APL) lançado ontem (20) em Diadema com evento de apresentação na regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

APL é um grupo de empresas de mesma atividade que, sob a coordenação do poder público e de entidades da sociedade civil, realiza ações em conjunto para ganhar competividade. O de Diadema foi lançado 14 anos após a criação do Polo de Cosméticos, iniciativa semelhante constituída em 2002 e descontinuada no final da mesma década.

A preocupação com a regulação decorre das exigências para atuar tanto no mercado interno – sob responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – quanto no externo. “Análises têm custo pesado para a micro e pequena indústria. Com o APL vamos estabelecer um link com universidades e institutos de pesquisa a fim de viabilizar economicamente respostas para essas barreiras técnicas”, disse Dario Sanchez, gerente regional do Ciesp em Diadema.

A inovação, por sua vez, pode ser percebida na rapidez com que novos produtos chegam ao mercado, maior do que em outros setores industriais. O segmento é um dos mais competitivos do mundo e, no Brasil, teve em 2015 o primeiro tombo nas vendas em mais de duas décadas de resultados positivos.

“O mercado demanda no­vos produtos frequentemente, o que exige das empresas inovação constante e olhar atento às tendências de mercado”, afirmou Wilson Abreu, coordenador do APL.

Ciesp e prefeitura integram o grupo de oito entidades que compõem o comitê gestor do APL e vão apoiar as empresas em aspectos como qualificação de mão de obra, pesquisa e desenvolvimento, gestão e financiamento.

Até o momento, 17 empresas manifestaram o interesse de participar do APL, mas Abreu acredita que, com o lançamento do projeto, a maioria dos 105 fabricantes de cosméticos que compõem o segmento no ABC deve aderir à iniciativa.

Apesar de o município ter perdido importantes empresas nos anos 2000, como a Pierre Alexander, o segmento continua relevante para o município. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Jorge Biali, o setor responde por cerca de 6% das receitas da prefeitura.

Abreu afirmou que não está descartada a possibilidade de o APL retomar o nome Polo de Cosméticos no futuro próximo. “É uma marca muito forte”, disse.

Criado em 2004, o Polo gerou importantes sinergias, mas os empresários se dispersaram e as atividades cessaram progressivamente de­vido à saí­da de empresas e a divergências entre seus coordenadores.

Sanchez, do Ciesp, acredita que a crise econômica pode impulsionar a adesão ao APL, na medida em que a melhoria da competitividade é um dos objetivos do arranjo, mas reconhece que o momento econômico delicado tende a ensimesmar o empresariado. “O associativismo é, certamente, uma ferramenta de mitigação dos efeitos da crise.”

As atividades serão desenvolvidas dentro de seis grupos temáticos. Para novembro está previsto o lançamento de showroom itinerante que funcionará como “vitrine focal” do APL.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*