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Indústria gera 200 vagas no ABC e tem melhor fevereiro em sete anos

Indústria gera 200 vagas no ABC e tem melhor fevereiro em sete anos
Setor automotivo tem puxado recuperação do emprego fabril no ABC. Foto: Divulgação/VW

O parque fabril do ABC criou 200 postos de trabalho em fevereiro, com aumento de 0,11% em relação ao estoque de vagas existente no final de janeiro. Trata-se do segundo saldo positivo consecutivo e do melhor resultado para o mês desde 2011 – naquela oportunidade houve alta de 0,27%.

Os dados integram pesquisa mensal do nível de emprego divulgada, ontem (14), pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

No primeiro bimestre, o parque fabril do ABC acumula a geração de 850 postos de trabalho, com expansão de 0,44% no estoque de vagas. Trata-se, mais uma vez, do melhor resultado para o período desde 2011 – naquele ano, a alta acumulada nos dois primeiros meses foi de 0,57%.

O resultado confirma a reação, ainda tímida, no emprego fabril da região – puxada, principalmente, pelo setor au­tomotivo, que voltou a registrar em 2017 aumento na produção de veí­culos (25,2%) após três anos seguidos de queda.

Dos 20 segmentos acompanhados pelas entidades no ABC, nove tiveram aumento na ocupação em fevereiro. Em três houve estabilidade e, nos demais, redução no estoque.

O resultado foi influenciado, principalmente, por variações positivas nos segmentos de produtos alimentícios (alta de 0,95%), borracha e plástico (0,29%) e metalurgia (0,81%).

No Estado de São Paulo, a pesquisa das entidades apontou a geração de 2 mil postos de trabalho em fevereiro, com alta de 0,10% sobre o estoque do mês anterior. Foi o melhor saldo para o mês desde 2014.

“Esperamos a aceleração no saldo (de empregos fabris) para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo”, avaliou o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembrando que a entidade prevê a criação de 20 mil vagas no fechamento deste ano.

 

Fiesp substitui pato inflável por sapo em sede na Avenida Paulista

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) substituiu o pato inflável que era usado em suas ações contra o aumento de impostos por um sapo, dentro da nova campanha da entidade, “Chega de Engolir Sapos”.

O sapo de 5 metros de altura foi inflado em frente à sede da federação, situada na Avenida Paulista, região central da Capital. A campanha combate os juros praticados no Brasil, os mais altos do mundo.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lembrou que uma pessoa que tivesse depositado R$ 100 na poupança dez anos atrás teria R$ 198,03 hoje, enquanto uma dívida de R$ 100 também contraída dez anos atrás representaria quase R$ 4,4 milhões.

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