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Indústria e investimentos fazem PIB cair no 3º trimestre

O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano frustrou expectativas de que o país poderia sair mais rapidamente da recessão. A dificuldade em deixar a crise para trás leva economistas a prever que a atividade econômica continuará retraída no início de 2017.

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,8% no período de julho a setembro em comparação aos três meses anteriores, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a sétima queda consecutiva do indicador, na mais longa sequência de retrações verificada desde o início da atual série es­tatística, iniciada em 1996.

grafico-pibA queda da atividade ocorreu em todos os grupos da economia, do consumo ao investimento, da indústria à agropecuária, dos serviços ao setor público. “A economia voltou a piorar”, disse o economista Igor Velecico, do Bradesco. “Estamos mais distantes da saída da recessão”, afirmou Silvia Matos, da FGV.

O resultado frustrou expectativas de que a economia teria começado a reagir. Os investimentos e a indústria tiveram ligeira alta no segundo trimestre e acenderam o otimismo de economistas e empresários, mas a atividade não voltou, em meio a turbulências no campo político, desemprego em alta e consumo deprimido. A indústria recuou 1,3% e os investimentos caíram 3,1%.

Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullet Prebon Brasil, observa que, com o resultado, a economia está no mesmo tamanho do terceiro trimestre de 2010.

O consumo das famílias completou um ano e nove meses de retração. Para Velecico, os dados do último trimestre do ano não encorajam perspectivas otimistas. A demanda das famílias deve voltar a cair com mais força, no embalo de piora aguda do mercado de trabalho.

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