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Indústria do plástico anuncia investimento de US$ 1 bilhão para combater poluição nos oceanos

Indústria do plástico anuncia investimento de US$ 1 bi para combater poluição nos oceanos
Pássaro segura embalagem de plástico com o bico. Foto: Arquivo

Algumas das maiores empresas que fabricam e usam plásticos anunciaram, ontem (16), aliança pa­ra combater a polui­ção, sobretudo nos oceanos.

Entre as companhias estão gigantes do setor de química e petroquímica, como Braskem, Basf, LyondellBasell, Shell Che­mical, Dow, DSM; e grandes grupos de bens de consumo, como a Procter & Gamble.

Ao todo, a aliança reúne 30 empresas, que já arrecadaram US$ 1 bilhão para investimentos em ações de combate à poluição. A expectativa é que a associação ganhe adeptos, e que o valor chegue a US$ 1,5 bilhão.

No último ano, o plástico se tornou o grande vilão de ambientalistas, preocupados com a poluição gerada por esse material e suas graves consequências, principalmente nos oceanos. Canudinhos e outros descartáveis têm sido alvo de projetos para banir seu uso, e empresas têm sido mais cobradas pelo impacto ambiental gerado.

A AEPW (em português, Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos), como foi chamado o grupo, surge nesse contexto. Segundo a entidade, ainda não há metas específicas. As iniciativas deverão ser anunciadas nos próximos meses.

“Nenhum de nós quer o meio ambiente repleto de resíduos plásticos. Esse é um de­safio global sério e complexo que exige ações rápidas e forte liderança. A aliança é o esforço mais abrangente já feito para dar fim ao descarte de plásticos no meio ambiente”, disse Fernando Musa, presidente da Braskem.

“Queremos desenvolver e promover soluções que aju­da­rão efetivamente a resolver o pro­blema mundial de resíduos plás­ticos”, disse Martin Bruder­müller, presidente do Conselho Diretivo e diretor de tecnologia da Basf.

Para escolher o destino dos produtos, a associação deverá formar um conselho que aprovará os projetos. Entre as linhas de atuação, há previsão de formar parcerias com prefeituras e governos para construir sistemas de gestão de resíduos. O foco inicial deverá ser a Ásia, devido à alta concentração de plásticos no oceano na região, mas ainda não há negociações em andamento.

Além disso, serão aplicados recursos na firma norte-americana de combate ao lixo nos oceanos, a Circulate Capital. A ideia é desenvolver tecnologias e modelos de negócios para prevenir e gerir os plásticos no oceano.

Outra iniciativa que será apoiada é a Renew Oceans, que tem como objetivo de capturar os resíduos plásticos antes que eles cheguem ao oceano nos dez rios que transportam a maior parte destes resíduos.

 

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