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Indústria abre 1.136 vagas formais no ABC e tem melhor janeiro desde 2011

O ABC fechou 391 vagas com carteira assinada em janeiro, mas os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (2) deram novos sinais de que a recuperação da economia começa a chegar ao mercado de trabalho. A boa notícia veio da indústria, que criou 1.136 postos no primeiro mês deste ano.
Trata-se do melhor resultado para o setor fabril da região desde os 1.792 empregos com carteira assinada criados em maio de 2011 e o melhor para o mês desde janei­ro do mesmo ano (1.168).

Indústria abre  1.136 vagas formais no ABC e tem melhor  janeiro desde 2011

A ocupação ficou no azul em 11 dos 12 setores industriais na região. O setor automotivo, que reúne montadoras e autopeças, puxou o resultado e abriu 442 vagas em janeiro, com destaque pa­ra as 266 contratações feitas pela Mercedes-Benz na produção e na área de logística.

Puxada por exportações re­cordes, a produção de veículos no país cresceu 25,2% em 2017 e interrompeu três anos consecutivos de queda.

O desempenho de janeiro também foi influenciado por resultados positivos nas indústrias química e farmacêutica (criação de 173 postos de trabalho), metalúrgica (+142) e de máquinas e equipamentos (+109), entre outras.

Nesta semana, o boletim IndústriABC também mostrou recuperação do parque fa­bril da região. Publicado pe­la Universidade Metodista e ba­seado em sondagem realizada pela Con­­fe­deração Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das In­dústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o estudo revelou alta na produção, redução do nível de ociosidade e aumento, entre os indus­triais da região, na intenção de investir em suas empresas.

“A confiança está voltando aos empresários, devido ao aumento da demanda interna e das exportações, além da queda da inflação e dos juros”, afirmou o economista Sandro Maskio, da Universidade Metodista.

O professor, no entanto, destacou que a recuperação será lenta e que a indústria vai demorar a retomar os níveis de produção e emprego pré-crise. Segundo o Caged, o parque fabril do ABC fechou mais de 68 mil postos de trabalho entre 2012 e 2017.

Exceção

A geração de empregos na indústria foi exceção entre as quatro principais atividades econômicas. O comércio, que costuma demitir em janeiro, registrou o pior resultado, ao fechar 1.114 vagas no ABC.

No setor de serviços, que eliminou 207 postos de trabalho, houve cortes em atividades de teleatendimento (-331) e limpeza de prédios (-404), mas admissões no ensino (abertura de 468 vagas), como resultado da contratação de professores no início do ano letivo.

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